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Contrabando de cigarro

Imprensa paraguaia repercute série Império das Cinzas

O gerente da Tabacalera del Este (Tabesa), que pertence ao presidente Horacio Cartes, refutou a relação da empresa com a lavagem de dinheiro de narcotraficantes e das Farc

  • Mauri König
Jornal paraguaio repercute série da Gazeta do Povo e do jornal El Tiempo sobre o contrabando de cigarros |
Jornal paraguaio repercute série da Gazeta do Povo e do jornal El Tiempo sobre o contrabando de cigarros
 
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O jornal ABC Color, do Paraguai, repercutiu nesta segunda-feira (24) as reportagens publicadas no fim de semana pela Gazeta do Povo e o jornal El Tiempo, da Colômbia, na série Império das Cinzas, sobre o contrabando de cigarro paraguaio para toda a América Latina.

José Ortiz, gerente da Tabacalera del Este (Tabesa), que pertence ao presidente Horacio Cartes, refutou a relação da empresa com a lavagem de dinheiro de narcotraficantes e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

“Trabalhamos legalmente”, disse.Ortiz é um dos homens de confiança do presidente Cartes. Gerente da Tabesa, ele é visto com frequência em reuniões no Gabinete de Ministros e em outros atos oficiais. Ele seria assessor pro bono (oficialmente sem remuneração) do presidente, apesar de não ter sido nomeado para o cargo. “Não tem sentido, para mim é um "refrito" (versão requentada do assunto)”, disse Ortiz à imprensa paraguaia sobre as reportagens. Ele classificou de “absurdo” a vinculação do cigarro produzido pelo presidente com as Farc.

A Gazeta do Povo e o jornal El Tiempo publicaram em conjunto no fim de semana uma extensa investigação sobre como o cigarro produzido pela empresa de Cartes são usados para lavar dinheiro de narcotraficantes e das Farc ao serem introduzidos via contrabando na Colômbia.

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