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Falta d’água castiga Antonina e Sudoeste do Paraná

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A frente fria que entrou timidamente nesta terça-feira (17) no Paraná está sendo aguardada com ansiedade, principalmente em Antonina – que está com a água racionada desde dezembro. De acordo com informações da Gazeta do Povo, na região Sudoeste, o município de Realeza decretou na terça-feira situação de emergência por causa da estiagem, e em Pranchita, desde a semana passada, a população foi orientada a economizar água.

Segundo o Sistema Tecnológico Simepar, durante toda a terça-feira já houve chuvas distribuídas ao longo da bacia do Iguaçu, e no decorrer da noite, e na madrugada desta quarta-feira (18) deveria haver precipitação no Leste, no Centro e no Oeste do estado, amenizando um pouco o calor intenso dos últimos dias. A previsão é de que a frente fria chegue no Norte do estado a partir desta quinta-feira (19).

O sistema de abastecimento de Antonina, de responsabilidade do Serviço Autônomo Municipal de Água Esgoto (Samae), entrou em colapso desde o início de dezembro. “O aumento da população flutuante por ocasião das férias, da ordem de 3 mil pessoas, e a considerável elevação no consumo nos forçam a desligar a rede na região central da meia-noite às 5 horas da manhã, para garantir o abastecimento no período diurno”, contou o diretor do Samae, John Kennedy Gaspar de Abreu.

Segundo ele, a adutora do Rio Xaxim, que abastece a cidade, tem capacidade para captar 40 litros d’água por segundo, mas a saída do reservatório tem sido de 90 litros por segundo. “Normalmente a saída é de 50 a 60 litros por segundo, mas nesses dias de muito calor as pessoas aproveitam para lavar o carro, a calçada, dar banho em cachorro, encher piscinas, e o consumo vai lá em cima”, diz Kennedy. Ele informa que a falta d’água não está atingindo a cidade inteira: “Em Ponta da Pita, Matarazo e Penha, que são servidas por outro sistema, o abastecimento está normal”.

O problema na cidade litorânea é agravado pela ausência crônica de caixas d’água. “Cerca de 70% da população não tem caixa, o que impede que eles armazenem a água quando o abastecimento é suspenso. Por isso a prefeitura tem um projeto para distribuir caixas d’água para a população carente, ao mesmo tempo em que tenta disseminar o seu uso.”

Enquanto aguarda o sinal verde do governo federal para a execução de projetos orçados em R$ 3,8 milhões, a prefeitura de Antonina vai destinar R$ 100 mil em caráter de urgência para a construção de uma nova rede de captação no Rio Saivá. De acordo com o diretor do Samae, as obras devem começar ainda este mês e podem ser concluídas dentro de 30 ou 60 dias. “Com essa nova rede teremos um reforço na captação de aproximadamente 16 litros por segundo”, informou.

Pane anunciada

Para o advogado Carlos Augusto Machado, o “Canduca”, a pane no abastecimento de Antonina já era esperada. “No ano passado a situação já estava no limite. Não houve nenhuma preocupação por parte do Samae e deu no que deu”, avalia. Segundo ele, o problema é estrutural: “Antonina ficou muito tempo com a população estagnada. Mas de quatro ou 5 cinco anos para cá, desde a construção do porto da Ponta do Félix, houve incremento de mais ou menos mil pessoas por ano, sem os investimentos correspondentes em captação e abastecimento.”

O advogado – que ao lado da mulher Elizandre Rodrigues faz questão de usar a água de forma racional – , teme ainda que o desabastecimento comprometa o carnaval antoninense, considerado o melhor do Paraná. “Se não houver uma medida paliativa, os foliões correm o risco de ficar sem água”, acredita.

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