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Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo entrou com uma ação civil pública na quinta-feira (19), para barrar o aumento das velocidades nas Marginais . | Cesar Ogata/ Secom 10/09/2015/Fotos Públicas.
Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo entrou com uma ação civil pública na quinta-feira (19), para barrar o aumento das velocidades nas Marginais .| Foto: Cesar Ogata/ Secom 10/09/2015/Fotos Públicas.

A Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) entrou com uma ação civil pública na quinta-feira (19), para tentar barrar o aumento das velocidades nas Marginais do Pinheiros e do Tietê. Promessa de campanha do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), as mudanças estão programadas para o dia 25, aniversário da cidade. A partir da data, as velocidades serão de 90 km/h nas expressas, 70 km/h nas centrais e 60 km/h nas locais, com exceção da faixa mais à direita, que permanecerá a 50 km/h.

A ação foi movida pela Ciclocidade à tarde, após reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte com a participação de Sérgio Avelleda, secretário municipal de Transportes e Mobilidade.

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Avelleda estimou em 15 minutos o ganho médio para o motorista que percorrer ambas as pistas de ponta a ponta fora do horário de pico. O secretário, porém, não apresentou estudo técnico no momento da reunião.

A ação foi impetrada em caráter de urgência, com pedido de liminar, determinando que a Prefeitura fique proibida de aumentar o limite de velocidade nas vias. O grupo cobra que a gestão Doria demonstre tecnicamente que o aumento das velocidades máximas não irá acarretar no aumento de colisões ou atropelamentos.

A organização também solicita na ação que o programa “Marginal Segura” seja submetido à apreciação e discussão no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, além de audiências públicas e debates técnicos com especialistas sobre o tema.

“O princípio básico da engenharia de mobilidade é preservar a vida e a saúde das pessoas - não apenas fazer com que cheguem mais rápido aos lugares. As Marginais do Pinheiros e do Tietê sejam talvez os corredores por onde mais circulam pessoas, em todos os modos de transporte. Em dezembro, a Ciclocidade e a Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, que apoia a Ação Civil, realizaram duas contagens conjuntas de pedestres e ciclistas. Em apenas um ponto da Marginal do Pinheiros, mais de 19,3 mil pedestres circularam no período entre 6 horas e 20 horas, horário em que o levantamento costuma ser realizado; na Ponte da Freguesia do Ó, na Marginal do Tietê, foram 643 ciclistas”, informou a associação em nota.

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