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Primeira bioponte do mundo, feita com Cannabis, está em teste na Holanda

Estrutura para pedestres, instalada no campus de uma universidade, passa por testes. Cientistas estudam se biopontes maiores poderiam ser construídas da mesma forma

Primeira bioponte do mundo é feita com cannabis. Estrutura, instalada no campus da universidade de Eindhoven, passa por testes. | Consulado Holandês em Nova York/Reprodução do Twitter
Primeira bioponte do mundo é feita com cannabis. Estrutura, instalada no campus da universidade de Eindhoven, passa por testes. Consulado Holandês em Nova York/Reprodução do Twitter
 
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Instalada desde outubro do ano passado no campus da Universidade de Tecnologia de Eindhoven (TU/e) e destinada apenas a pedestres, a primeira bioponte do mundo é feita com uma fibra fabricada a partir de uma variedade da Cannabis sativa, produzida para fins industriais (ou seja, com baixos níveis de THC, substância psicoativa da maconha), e outras fibras naturais. Com 14 metros de comprimento, a ponte foi fabricada com uma tecnologia que une os materiais – fibras de Cannabis e linho, bioresina e espuma biológica de ácido polilático – a vácuo.

À agência de notícias Reuters, o professor líder do projeto, Rijk Blok, disse que esta é a primeira estrutura deste porte feita apenas com resina e fibras naturais. Ao longo de um ano, 28 sensores internos, feitos de fibra ótica e colocados dentro da estrutura ainda durante a sua fabricação, vão medir as reações da ponte ao uso cotidiano. Os sensores, fabricados por uma startup chamada Common Senses, também fazem da bioponte uma “estrutura inteligente”, que dá, em tempo real, informações sobre si mesma aos cientistas.

São informações sobre a reação da estrutura a fatores como temperatura e exposição a raios UV, entre outras. A ideia é verificar como a estrutura se comporta ao longo do tempo e se biopontes maiores poderiam ser construídas da mesma forma.

Outro professor participante do projeto, Patrick Teuffel, disse à revista da Associação Americana de Compósitos Manufaturados que a bioponte deve durar, no mínimo, dois anos e que seria difícil dar uma estimativa além disso antes do fim dos testes.

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