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Curitiba

Jovem assassinado por skinheads foi confundido com punk, diz a polícia

Após receber denúncias anônimas, polícia já identificou alguns suspeitos que aparecem em imagens gravadas por câmeras de segurança. Rapaz foi morto a facadas, no bairro São Francisco

Imagens de câmeras de segurança mostram suposto grupo de skinheads que teria assassinado um jovem de 18 anos no bairro São Francisco |
Imagens de câmeras de segurança mostram suposto grupo de skinheads que teria assassinado um jovem de 18 anos no bairro São Francisco
 
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Jovem assassinado por skinheads foi confundido com punk, diz a polícia

O jovem Lucas Augusto de Carvalho, de 18 anos, assassinado no dia 5, por um grupo de skinheads – grupo de orientação neonazista reconhecido por perseguir minorias – teria sido confundido por seus agressores com um punk. O rapaz e cinco amigos foram perseguidos por um grupo de mais de dez homens depois de saírem do Shopping Müller, em Curitiba. Alcançado pelos skinheads, Carvalho foi esfaqueado e morreu no hospital.

De acordo com informações da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), a vítima e seus amigos vestiam calças pretas e coturnos na noite do crime, o que teria gerado a confusão e motivado a perseguição. Além da rivalidade entre os dois grupos (punks e skinheads), Carvalho teria sido confundido com um integrante de uma facção punk que teria atacado dois skinheads há pouco mais de dois meses.

“As investigações, no entanto, apontam que Carvalho não pertencia a nenhum grupo punk e, por consequência, não participou de nenhum ataque. O garoto foi morto por engano”, disse o delegado Vinícius Martins, responsável pelas investigações.Suspeitos identificados

Na semana passada, rapazes que estavam com Carvalho na noite do crime estiveram na DFR e reconheceram sete integrantes da facção de skinheads que perseguiram o grupo e mataram o garoto. Com a divulgação das imagens, a delegacia recebeu denúncias anônimas por meio das quais foi possível identificar alguns suspeitos. “Para não comprometer as investigações, não podemos revelar quantos suspeitos foram identificados. Mas os trabalhos estão bastante adiantados”, resumiu o delegado titular da DFR, Silvan Rodney Pereira.

Nesta terça-feira (14), a polícia chegou a interrogar suspeitos e a confrontá-los com testemunhas, mas ninguém foi preso. A delegacia pretende ampliar as investigações para localizar todos os integrantes do grupo. “Contamos com a colaboração da sociedade, para que nos repasse informações que nos ajudem a chegar aos autores deste crime”, pediu o delegado Martins. As denúncias podem ser apresentadas anonimamente pelo telefone 3218-6100 e 181.

Imagens e o crime

O sistema de câmeras de segurança do Shopping Müller flagrou o instante em que um grupo de sete homens – em geral, de cabeça rapada, com tatuagens e vestindo roupas pretas – se reuniram em uma das entradas do estabelecimento. De acordo com a polícia, o cabeça do grupo é um rapaz que usa óculos com armação grossa e alargadores de lóbulos nas orelhas e que tem uma tatuagem no pescoço.

Por volta das 19h15, quando Carvalho e seus amigos deixaram o shopping, foram perseguidos por mais de dez homens – entre os quais os sete que aparecem nas imagens. Eles correram por quatro quadras, até Rua Inácio Lustosa, no São Francisco, quando se separaram. Carvalho e um outro amigo fugiram em direção ao Cemitério Municipal, onde cada um foi para um lado. Os perseguidores alcançaram Carvalho, que foi atingido por cinco facadas – quatro no abdome e uma na perna. Os agressores fugiram, levando a carteira e o celular da vítima.

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