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Justiça proíbe intervenções no terreno do antigo Hospital Bom Retiro

Liminar determina que vegetação e curso d'água presentes no terreno não podem ser alterados

Os escombros do prédio do antigo Hospital Bom Retiro, em Curitiba, permanecem no local. Liminar agora determina que nascentes e vegetação presentes no terreno não sejam modificadas |
Os escombros do prédio do antigo Hospital Bom Retiro, em Curitiba, permanecem no local. Liminar agora determina que nascentes e vegetação presentes no terreno não sejam modificadas
 
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O terreno onde ficava o antigo Hospital Psiquiátrico Bom Retiro, localizado no bairro de mesmo nome, na Rua Nilo Peçanha, não poderá sofrer intervenções que alterem sua vegetação ou o curso d'água de suas quatro nascentes. A determinação, movida pelo promotor Sérgio Luiz Cordoni e autorizada pelo juiz Marcelo Mazzali, veio da 6ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba e intima os proprietários a respondê-la em, no máximo, 15 dias.

A proibição busca seguir o que determina o Novo Código Florestal na proteção de Áreas de Preservação Permanente – categoria na qual o terreno se enquadra. Procurada pela Gazeta do Povo, a Invespark Administração e Participações, proprietária e administradora da área, decidiu não se manifestar. De acordo com a assessoria do grupo, ainda não há projeto de construção por ali, mas há a intenção de instalar um empreendimento misto com lotes residenciais e comerciais.

A Prefeitura de Curitiba informou que aceitou o que foi determinado pela liminar e que vai avaliar com rigor o processo de novas construções na região. Ela reiterou que a demolição do antigo hospital seguiu a legislação municipal e afirmou estar em sintonia com o Ministério Público, já que o meio ambiente é uma das preocupações do município.

O prédio do antigo Hospital Psiquiátrico Bom Retiro, que abrigou de 1945 até 2012 a sede da instituição, foi demolido no fim do ano passado sob protestos de moradores do bairro e pessoas preocupadas com a preservação do patrimônio arquitetônico da cidade. Os escombros da construção continuam no local e, com a decisão do MP, a situação não deve mudar tão cedo.

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