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Maioria dos brasileiros apoia contratação de médicos estrangeiros

73,9% dos entrevistados apoiam a chegada dos profissionais estrageiros, segundo pesquisa realizada pelo Instituto MDA e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte

 
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De acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (10), 73,9% dos brasileiros apoiam a decisão do Governo de Dilma Rousseff de contratar médicos estrangeiros para tentar atenuar as péssimas condições de atendimento da saúde pública.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto MDA e divulgada nesta terça-feira pela patronal Confederação Nacional do Transporte (CNT), além do apoio majoritário à chegada de profissionais estrangeiros, 49,6% dos consultados expressaram confiança em que esse plano "ajudará muito" a melhorar o atendimento.

A MDA indicou que 62,4% dos entrevistados disseram ser usuários da rede de saúde pública, enquanto 20,8% só utilizam hospitais privados e 16,5% apelam indistintamente a um ou outro sistema.

Sobre a qualidade do atendimento público, 22,9% consideraram "péssima", e 18,6% a qualificaram de "ruim", enquanto 18% disseram estar satisfeitos. Os outros indagados não responderam.

Na pesquisa de MDA também houve questionamento sobre o atendimento nos hospitais privados, que segundo 45% é bom, enquanto 34,5% acreditam ser "regular" e 6,5% o qualificou de "ruim" ou "péssimo". O resto dos entrevistados não emitiu uma opinião.

Os profissionais de outros países, entre os quais estão incluídos quatro mil cubanos, foram contratados no marco do programa "Mais Médicos", anunciado por Dilma após os protestos de junho, nos quais os brasileiros exigiram melhores serviços, sobretudo nas áreas de saúde e transporte público.

A contratação dos médicos estrangeiros gerou uma forte onda de rejeição entre os colégios profissionais do país, os quais dizem que a saúde pública necessita de mais investimentos e não de mais médicos.

No entanto, dados divulgados pelo Governo indicam que o Brasil tem um taxa de 1,8 médicos para cada mil habitantes, considerada baixa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual esse índice é de 6,7 em Cuba, 3,7 no Uruguai e 3,2 na Argentina.

A pesquisa foi realizada entre 31 de agosto e 4 de setembro, tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais e, para sua elaboração, a MDA consultou a opinião de 2.002 eleitores de 135 cidades de 21 estados do país.

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