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Manifestações pelo Brasil

Manifestação em Curitiba reúne cerca de dez mil pessoas

Protesto na capital paranaense transcorreu de forma pacífica, mas, ao final, um grupo de manifestantes seguiu para o Centro Cívico e tentou invadir a sede do governo estadual

  • Antonio Senkovski, Amanda Audi, Diego Ribeiro e Thomas Rieger, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
Manifestantes no Palácio Iguaçu em meio à fumaça das bombas lançadas pelos policiais |
Manifestantes no Palácio Iguaçu em meio à fumaça das bombas lançadas pelos policiais
 
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A manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, entre outras bandeiras, em Curitiba reuniu cerca de dez mil pessoas e transcorreu de forma pacífica na maior parte do tempo durante a noite desta segunda-feira (17).

No entanto, por volta das 22 horas, um grupo de manifestantes se dirigiu ao Palácio Iguaçu, sede do governo do estado, e tentou invadir o prédio, o que acabou gerando um confronto com a Polícia Militar (PM). O 1º Distrito Policial (DP), para onde a Polícia Civil informou que seriam encaminhados os detidos, disse que quatro pessoas foram presas em flagrante por dano ao patrimônio público. Outros três detidos foram incluídos em um termo circunstanciado e liberados ainda de madrugada.

O ato na capital paranaense fez parte de uma série de manifestações pelo Brasil, que incluíram algumas das maiores cidades do país, como o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

VÍDEO: veja o momento em que o grupo de manifestantes tenta invadir o Palácio Iguaçu

Assista ao vídeo com a manifestação em Curitiba

Veja fotos do protesto em Curitiba

Veja a repercussão dos protestos nas redes sociais

Em Curitiba, a confusão em frente ao Palácio começou quando um grupo de cerca de 20 pessoas que se concentrou em frente à sede do governo do estado, jogou pedras e tentou invadir o prédio. Houve tumulto e a Polícia Militar lançou bombas de efeito moral. Segundo os organizadores do protesto, o vandalismo foi cometido por uma minoria que não fazia parte da organização da manifestação. Por volta das 23h20, os manifestantes começaram a se dispersar.

O fotógrafo Fernando Fávero ficou ferido durante a manifestação. Ele estava perto dos manifestantes que depredavam o prédio quando uma bomba foi lançada. Ele teve ferimentos na cabeça, na altura da orelha. De acordo com pessoas que estavam no local, pelo menos dez bombas foram disparadas.

Danos foram causados na entrada da garagem do Palácio Iguaçu, pelo lado esquerdo. A porta começou a ceder, mas os manifestantes não conseguiram entrar no prédio. A polícia reagiu com bombas de efeito moral e houve confronto com uma parte dos manifestantes. Às 23 horas, a Tropa de Choque da PM continuava posicionada em frente ao Palácio. A maior parte dos manifestantes já havia se dispersado por volta desse horário.

A névoa causada pelo gás lacrimogêneo das bombas de efeito moral lançadas pela Polícia Militar podia ser vista desde o Shopping Mueller, na Avenida Cândido de Abreu. O gás das bombas continuava forte e causando irritação nas pessoas que estavam no local por volta das 23 horas. Também houve tentativa de incêndio na guarita do estacionamento da Praça Nossa Senhora do Salete.

Governador

Por meio do Twitter, o governador Beto Richa (PSDB) defendeu a ação da polícia. "Apenas evitamos invasão do Palácio Iguaçu, patrimônio de todos os paranaenses", publicou ele. Em outra mensagem, Richa atribuiu a tentativa de invasão a uma minoria. "Ação de 30 em meio a uma multidão que protestava pacificamente. Não podemos permitir depredação do patrimônio público".

A manifestação em Curitiba começou por volta das 18 horas e transcorreu de maneira pacífica pelo centro da cidade. Os manifestantes chegaram à Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, por volta das 21h50. Um grupo teria pichado uma das paredes do prédio, mas outros manifestantes se organizaram para limpar. A maioria das pessoas presentes no local pedia para não haver vandalismo e criticava a ação desse grupo. Uma grande parte dos manifestantes ficou na Praça Santos Andrade, último ponto da passeata, e não seguiu ao Centro Cívico.

No fim da tarde, cerca de 10 mil manifestantes, segundo estimativa da PM, participaram do protesto, o terceiro contra o aumento das tarifas do transporte público na cidade. A manifestação, que começou por volta das 18 horas na Boca Maldita, percorreu várias ruas do centro da cidade e deixou complicado o trânsito na região.

No total, 30,2 mil pessoas confirmaram apoio ao evento, via Facebook, até as 20h30 desta segunda-feira. A PM não divulgou o número de policiais que acompanhou a manifestação. Havia oficiais à paisana entre os manifestantes. Policiais fardados acompanharam o grupo à distância e a ordem é agir somente se necessário.

Percurso

O grupo passou pelas ruas XV de Novembro, Dr. Muricy (fechando o cruzamento com a Marechal Deodoro), Emiliano Perneta, Desembargador Westphalen, Tibagi, Mariano Torres (fechando cruzamento com Avenida Sete de Setembro), voltaram à Rua XV de Novembro e às 20h50 chegaram à Praça Santos Andrade. Depois, uma parte dos manifestantes se dirigiu ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, e outra permaneceu na praça.

Os manifestantes chegaram às proximidades da Rodoviária por volta das 20h20. Havia a expectativa de que eles se dirigissem à Urbs, que fica dentro da Rodoviária, mas eles seguiram pela Rua Mariano Torres e voltaram a entrar na Rua XV de Novembro, onde a manifestação havia começado, até chegar à Praça Santos Andrade.

Ônibus

Segundo a Urbs, as rotas de ônibus foram alteradas para desviar dos bloqueios criados pela passeata. As equipes de fiscalização estiveram nas ruas informando os motoristas dos ônibus sobre as alterações nas rotas, mas não houve trajeto pré-definido.

Por volta das 18h30, os manifestantes lotaram a Praça Rui Barbosa e impediram o trânsito dos ônibus. A Urbs recomendou às pessoas que precisam utilizar o local para procurarem rotas alternativas, já que o trânsito foi paralisado.

Impossibilitados de circular pela Praça Rui Barbosa, alguns ônibus abriram as portas para liberar os passageiros. "Acho complicado ter que descer do ônibus, mas acho que esse protesto vai ajudar o país", comentou Isabela de Lima, que estava na Linha Pinheirinho/Rui Barbosa.

Há relatos de um grupo que tentou bloquear a passagem dos ônibus, mas a maior parte dos manifestantes pedia para liberarem a passagem dos veículos. Às 19 horas, os manifestantes começaram a sair da Praça Rui Barbosa em direção à Rua André de Barros. Por conta do grande número de pessoas que estava no local, o trânsito na praça demorou para ser normalizado.

Equipes da Setran acompanhavam o movimento. Um oficial afirmou que eles não devem interferir na manifestação. Na Rua Desembargador Westphalen, no Centro, comerciantes fecharam as lojas com medo da manifestação.

Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) acompanharam a marcha. O órgão divulgou em nota que se preocupa "especialmente com a garantia da liberdade de manifestação do pensamento e do direito de reunião".

Objetivos

De acordo com a página do movimento no Facebook, o protesto em Curitiba levanta as seguintes bandeiras: redução da tarifa de ônibus a R$ 2,60 em dias úteis e a R$ 1 aos domingos; contra a repressão e à criminalização de movimentos sociais; passe livre para estudantes; abertura da "caixa-preta" da Urbs e transparências nos subsídios; constituição de frota pública; contra os "crimes de Estado da Copa do Mundo", entre outros.

Interior

Pelo menos 18 cidades do Paraná realizam manifestações durante a noite desta segunda-feira. Além de Curitiba, páginas no Facebook indicavam o protesto em Apucarana, Arapongas, Cambé, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Irati, Londrina, Maringá, Palotina, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa, Rolândia e São José dos Pinhais.

Concentração

Por volta das 17 horas, cerca de 100 pessoas já se reuniam na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR, para pintar cartazes que seriam usados na manifestação. Além da manifestação pelo preço da passagem, o movimento levanta outras bandeiras. Os cartazes levam dizeres como "Verás que um filho teu não foge à luta", "Partidos não nos representam" e "PEC 37: não passará".

A fotógrafa Bruna Moraes registrava o protesto. "Acho que alguma coisa vai mudar depois dessa manifestação", acredita. O estudante Lucas Schmoller participava também da marcha. "Estou aqui para lutar por uma melhoria no país", afirmou.

Manifestações anteriores

Na sexta (14), cerca de 700 pessoas protestaram contra o reajuste na passagem de ônibus e contra a repressão policial aos manifestantes em São Paulo e no Rio de Janeiro. A primeira manifestação foi na quinta (13), quando cerca de 150 promoveram um ato na Boca Maldita. Em ambos os protestos não houve registro de tumultos.

Apoio

O movimento reúne grupos como a Organização das Farofadas, Marcha da Maconha, Marcha das Vadias e integrantes de partidos políticos. A manifestação também pretende divulgar a “Farofada pelo Transporte Público”, marcada para o próximo dia 21 de junho. Deste último evento, mais de 30,7 mil confirmaram presença pelo Facebook até as 17 horas desta segunda (17). De acordo com informações da página, a mobilização tem como principal queixa a situação do transporte público na capital paranaense.

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Alguns manifestantes tentaram invadir o Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, na noite desta segunda-feira (17). A Polícia Militar usou bombas de efeito moral para dispersar o grupo.

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