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Point Art

Arte em ponto cruz

Trabalho da artista paranaense Agrineldia Briel Alves ganha espaço no Vaticano, Casa Branca e Palácio do Planalto. As imagens de lugares e personalidades são bordadas sempre com cinco pontos por centímetro

Uma das obras de Gri está no RankBrasil, entidade que homologa recordes no país: a tela tem 115 mil pontos |
Uma das obras de Gri está no RankBrasil, entidade que homologa recordes no país: a tela tem 115 mil pontos
 
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A paranaense Agrineldia Briel Alves, a Gri, sempre passou muito tempo fazendo tricô. Miss Umuarama em 1982, ela se rendeu aos encantos do bordado e do ponto cruz em 1984, quando se casou. Chegou a ensinar a arte das mãos para donas de casa de famílias carentes quando participou de um projeto religioso, há seis anos. Durante uma reportagem na televisão sobre Oscar Niemayer, teve uma luz – divina, segundo ela. Resolveu bordar imagens e fotos através do ponto cruz. A ideia tirou os trabalhos da própria casa e ganhou o Vaticano, a Casa Branca e o Palácio do Planalto.

“O primeiro trabalho que fiz foi da minha vizinha, a igrejinha da Pampulha [em Belo Horizonte, Minas Gerais]”, lembrou Gri Alves. Foram necessárias 53 cores de linhas para a primeira tela. A segunda produção também é inesquecível: foi o primeiro rosto, do arquiteto Oscar Niemayer. Desde então, Gri fez 51 obras – média de dois meses para cada uma ser concluída -, sempre usando cinco pontos por centímetro. “Ainda tenho uma feita pela metade. É a Oca do Ibirapuera. Levo com as linhas e agulhas para mostrar que não tem nenhum tipo de desenho por baixo.”

A maior conquista, no entanto, partiu da ajuda de um amigo de Belo Horizonte, que tinha audiências semanais com o papa emérito Bento XVI. O homem levou ao Vaticano uma obra feita por Gri com o rosto de Joseph Ratzinger. O presente foi dado em mãos ao papa em 2010. “Nossa amigo disse que Vossa Santidade comparou o meu trabalho ao gobelet francês. Disse que era até melhor porque os franceses usam máquinas”, lembrou. Bento XVI levou a obra para exposições religiosas pelo mundo. “Ele disse que a tela era muito especial para ficar apenas trancada no Vaticano.” A partir da entrega ao Pontífice da Igreja Católica, a técnica ganhou o nome de Point Art.

As telas de Gri também chegaram a figuras políticas internacionais. Através de um contato dentro da Prefeitura de São Bernardo (SP), a artista desenvolveu telas com os rostos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da presidente Dilma Rousseff (PT), ambas entregues por ela aos políticos. “Eles se apaixonaram pelo meu trabalho”, relembrou.

Durante a visita ao Palácio do Planalto, Gri conheceu Renato Mosca, Ministro Chefe do Cerimonial da Presidência da República. Mosca foi o responsável por realizar outro sonho da artista: ele deu a ideia de produzir uma imagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e da esposa dele, Michelle Obama. “A presidenta os encontraria em abril de 2012. Então retratei uma cena congelada do baile presidencial dos Estados Unidos. Não de uma foto”, contou. Em 9 de abril do ano passado, Dilma entregou o presente na Casa Branca. Obama enviou uma carta a Gri como forma de agradecimento pelo trabalho.

Recorde

Uma das obras de Gri está no RankBrasil, entidade que homologa recordes no país. A tela retrata a pianista Vera Schubert, de Umuarama, no Noroeste do Paraná. Vera é descendente do compositor austríaco Franz Peter Schubert. A tela tem 115 mil pontos e demorou 90 dias para ser concluída. “É a maior que fiz até agora. Tem 1,2 metro por 80 centímetros, mas o próprio diretor do ranking brasileiro já me desafiou a fazer uma maior.”

Exposição

Algumas produções de Gri Alves estão expostas no Centro Cultural de Umuarama até 30 de junho. Entre as telas está a arte recordista feita em homenagem a Vera Schubert.

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