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Caminhos do Campo

Coamo chega aos 40 anos com faturamento de R$ 5 bilhões

Cooperativa de Campo Mourão completa quatro décadas em expansão, com contas que ultrapassam o orçamento da prefeitura de Curitiba

  • José Rocher e Dirceu Portugal, correspondente em Campo Mourão
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A Coamo chega aos 40 anos amanhã como uma empresa gigante em expansão. Nas palavras do executivo José Aroldo Gallassini, diretor-presidente há 35 anos, apontado como principal responsável pela estruturação da maior cooperativa agrícola da América Latina, "dá para crescer na produção e na indústria".

E quando se fala de Coamo, todos os números são astronômicos. A empresa sustentada por 22,4 mil cooperados e 5 mil funcionários tende a faturar neste ano perto de R$ 5 bilhões, mais do que o orçamento de R$ 4,66 bilhões da prefeitura de Curitiba para 2011.

A evolução começou no campo. Criada numa época em que a agricultura dependia da tração animal e do trabalho na enxada, a Coamo cresceu com o aumento da produtividade nas lavouras. "A soja rendia 1,8 mil quilos por hectare e hoje passa de 3 mil, chegando a 5 mil quilos em algumas áreas. O milho também evoluiu, de 3 mil quilos para até 12 mil quilos por hectare", compara Gallassini, que atribui a mudança às novas tecnologias (sementes, máquinas, plantio direto na palha) e ao trabalho dos técnicos que levam informações aos produtores. Atualmente, são 220 agrônomos e veterinários.

O papel da cooperativa foi criar estrutura para armazenar e industrializar a produção, define. E atualmente se estende à garantia de renda na comercialização, com contratos nas bolsas de mercadorias como a BM&FBovespa e a Bolsa de Chicago (CBOT). Essa estrutura permitiu que os produtores antecipassem a venda de 23% da safra de soja 2010/11. "A cooperativa permite hoje que o produtor venda a produção em qualquer época, aproveitando os preços", diz Gallassini.

Entre os cooperados que testemunharam o surgimento da cooperativa, a expansão da Coamo ainda surpreende. "A ideia era montar algo que suprisse nossa carência técnica e de estrutura. A Coamo cresceu além do esperado, é uma potência", afirma Moacir José Ferri, 60 anos, um dos 79 agricultores que se associaram em 1970. "Espero que ela continue sólida. A Coamo nos traz segurança", arremata.

Ele cultiva 120 hectares de milho e 360 de soja em Luiziana com seu filho, João Luiz Ferri, 31 anos, cooperado da Coamo há uma década. Eles colhem 3,5 mil quilos de soja e 12 mil quilos de milho por hectare, médias que ainda são meta na maior parte das regiões do estado. João espera, da Coamo, modernização nos serviços de atendimento e na atuação no mercado. O tempo criou ligação sólida com a empresa. "A Coamo é como uma herança, que vem da imagem que o filho tem do crescimento de seu pai trabalhando com a empresa, sempre sólida", afirma.

Cooperado há cerca de dois anos, Luiz Eduardo Montans Braga, de 29 anos, avalia que a cooperativa representa hoje oportunidades de negócios. Com 128 hectares e milho e 671 de soja, espera ampliar sua renda, independente das estratégias de investimento da diretoria.

Com investimento de R$ 200 milhões, a Coamo está ampliando sua capacidade de armazenagem em 12%, ou 500 mil toneladas. A capacidade de processamento de grãos, por sua vez, passa de 2,25 mil para 3 mil toneladas ao dia.

A comemoração dos 40 anos da Coamo começa amanhã. Os produtores vão acordar cedo e se reunir nas unidades da empresa para um café da manhã, marcado para as 7h30. Durante o café, será lançado o livro Coamo 40 Anos, do jornalista Eloy Setti. A celebração segue com homenagem aos 79 fundadores da empresa.

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