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Investigação

Empresário do ramo da construção é preso em Londrina, acusado de subornar vereador

Ele teria oferecido vantagens a Roberto Fú (PDT), autor de um projeto para derrubar a Lei da Muralha, que restringe a instalação de grandes supermercados e lojas de material de construção no perímetro urbano da cidade

  • Fábio Silveira
Ouça uma das conversas entre o empresário Anderson Fernandes e o vereador Roberto Fú |
Ouça uma das conversas entre o empresário Anderson Fernandes e o vereador Roberto Fú
 
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Um empresário do ramo da construção civil em Londrina foi preso por policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta sexta-feira (22) acusado de oferecer propina ao vereador Roberto Fú (PDT) para que este não levasse, novamente, à pauta da Câmara o projeto que derruba a Lei da Muralha - que restringe a instalação de grandes supermercados e lojas de material de construção no perímetro urbano da cidade.

A prisão foi confirmada ao JL pelo promotor do Patrimônio Público Renato de Lima Castro. O empresário Anderson Fernandes, proprietário do depósito Sanderson, foi encaminhado para a sede do Gaeco. Ele teve a prisão temporária decretada por corrupção ativa.

Como foi encontrada uma arma na casa de Fernandes, onde foi preso, o empresário também está detido em flagrante por porte ilegal de arma. Ele é suspeito de ter oferecido R$ 40 mil para o vereador Roberto Fu (PDT) "parar de mexer" com o projeto que acaba com a Lei da Muralha. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã em Londrina. Quatro deles em locais relacionados à Anderson Fernandes, dois ligados a Ewerton Muffato, empresário da rede Super Muffato de supermercados. Um dos mandados foi na casa de Muffato e outro, no centro de distribuição do mercado.

A reportagem do JL está tentando contato com o empresário Ewerton Muffato.

Vereador teria recebido oferta de R$ 40 mil

O vereador Roberto Fu (PDT) informou que foi procurado por Anderson Fernandes no começo de março. Na primeira reunião, o empresário levou junto Ewerton Muffato. Nesse primeiro encontro foi tratado de uma obra que está sendo executada por Fernandes. A obra na zona sul abrigará uma loja do Super Muffato.

A segunda reunião aconteceu em abril, dessa vez só com Fernandes. Conforme Fu, o empresário passou a oferecer dinheiro e chegou a falar em "R$ 40 mil ou mais". O pedetista afirmou que assim que o empresário passou a falar em dinheiro, comunicou o Gaeco e passou a gravar todas as conversas, inclusive as telefônicas.

As conversas recuaram em abril, quando foram feitas as prisões na denúncia de compra de votos na Câmara. Chegou a ser marcada uma data de entrega para a propina, que seria feita na Câmara, na véspera do feriado de Corpus Christi. Policiais do Gaeco estiveram na Câmara, mas a bateria de depoimentos na CP da Centronic, na véspera do feriado, provavelmente tenha espantado o corruptor.

Empresário pagou fiança

Em entrevista coletiva, o delegado Alan Flore informou que o empresário Anderson Fernandes pagou fiança de 20 salários mínimos por posse ilegal da arma apreendida na casa dele nesta manhã - uma pistola calibre 380, com um pacote de balas. Ele continua preso por conta do mandado de prisão temporária no caso da tentativa de suborno ao vereador Roberto Fu (PDT).

Flore não negou, mas também não confirmou que outros vereadores devem prestar esclarecimentos sobre a tentativa de suborno contra Fu. "Investigamos fatos que apontam nesse sentido", restringiu-se a afirmar o delegado.

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