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Campo Mourão

Quadrilha enganava jovens que queriam ser jogador de futebol

Três homens, presos, se passavam por olheiros de grandes clubes, inclusive internacionais, como Chelsea e Manchester United, para aplicar golpes. Testes custavam até R$ 1,5 mil

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Três integrantes de uma quadrilha de estelionatários foram presos na quarta-feira (23), no Hotel Maria, em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do estado. Eles se passavam por olheiros de grandes clubes de futebol, como Flamengo, Fluminense e até dos ingleses Chelsea e Manchester United, para exigir dinheiro de jovens que queriam ser jogadores.

Segundo informações da Polícia Civil de Campo Mourão, a quadrilha fez centenas de vítimas na região.

Para uma suposta seleção, a quadrilha cobrava até R$ 1,5 mil, pagos em boletos bancários. A delegada responsável pelo caso, Maria Nysa Moreira Nany, afirma que a quadrilha agia na cidade desde o início de 2010.

A Polícia Civil aprendeu dezenas de pacotes com panfletos, fichas de inscrição e contratos, que seriam utilizados pela quadrilha. “Para a produção deste material, é preciso a participação de uma gráfica. Por isso ,estamos investigando a possibilidade de mais pessoas envolvidas neste caso.”

Segundo a delegada, o mentor da quadrilha seria um homem que reside em Guarapuava. A Polícia Civil de Guarapuava afirmou que não tem conhecimento do caso.

A polícia investiga ainda ações do grupo em outras cidades do Paraná, como Paranavaí, Foz do Iguaçu e Guarapuava; e em municípios de outros estados.

Golpe começava com distribuição de panfletos

Segundo a delegada Maria Nysa Moreira Nany, a quadrilha distribuía panfletos que convidavam crianças e adolescentes para fases do suposto teste de seleção. “A primeira etapa era uma palestra em que a quadrilha estimulava os pais e as crianças. Eles compravam essas pessoas pela emoção.”

A delegada explica que, para participar da primeira etapa, era exigida uma lata de leite em pó por participante. “Eles usavam este leite arrecadado para trocar pelo uso dos espaços em que faziam as palestras. Podia ser um clube, um espaço municipal ou o salão de um hotel, como aconteceu aqui em Campo Mourão.”

A partir disso, eram realizados testes físicos e jogos, para avaliar os atletas. “Eles eram bem organizados”, diz a delegada.

A quadrilha utilizava logomarcas dos times no panfletos distribuídos em cidades da região. A Polícia Civil de Paranavaí recebeu denúncias e suspeitou da ação ilegal. Os investigadores entraram em contato com o Flamengo, que negou a prática de olheiros no Paraná, em nota oficial.

Além disso, a polícia investiga o uso de imagem do jogador Pelé e da mãe da atriz mirim Gabriella Mustafá (que atuou no filme “Lula, o filho do Brasil”). “Acreditamos que a quadrilha não tinha autorização para utilizar a imagem dessas pessoas”, afirma a delegada.

Falso empresário também foi preso em Curitiba

Um homem, de 40 anos, que se fazia passar por empresário e técnico de futebol foi preso na manhã de segunda-feira (21), em Curitiba . As vítimas recebiam a promessa de que seus filhos iriam treinar em grandes clubes de São Paulo e do Rio Grande do Sul e para isso teriam de pagar até R$ 2 mil. O homem dizia que o valor era para o custeio das viagens.

Famílias de dez crianças registraram queixa na delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, em Curitiba, até a manhã de terça-feira (22).

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