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Samia Zanelato tinha um “coração acolhedor”

Samia Zanelato |
Samia Zanelato
 
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Samia Zanelato chegou aos 30 anos com um ritmo de vida acelerado. Dividia as 24 horas em três turnos. Na maior parte do tempo, dedicava-se ao trabalho como vendedora em uma loja de roupas em um shopping atacadista, em Cianorte (Noroeste do estado). Em seguida, corria para casa. Lá, os afazeres a aguardavam. Tarefa exaustiva, porém, recompensadora, pois isso também incluía cuidar do marido e dos três filhos.

Em dias alternados, ainda separava, com apreço, algumas horas para servir como dirigente de um grupo evangélico. O objetivo do círculo de oração era levar palavras de conforto a pessoas necessitadas, nos bairros do município. Acordava cedo cheia de disposição. Gostava do que fazia. Trabalhou na mesma loja por dez anos. Vivia distribuindo sorrisos para clientes e colegas de trabalho.

Sabia apresentar o produto e conquistar o cliente. Subia e descia escadas, empacotava e desempacotava blusas, vestidos, calças, quantas vezes fossem necessárias. Não havia mau humor, cara feia, nem pensar. O cansaço ficava para hora de dormir.

“Ela tinha um jeitinho que cativava a todos”, relembra a amiga Raquel Português, que também conta que todos ficavam encantados com a maneira que Samia falava dos filhos. “Era um carinho só. Contava para todos como os filhos eram inteligentes, como iam bem na escola.”

Apesar da pouca idade, já era mãe de um menino de 15 anos, outro de 8 e de uma menina de 2 anos e meio. Aguardava, ansiosa, o fim do expediente para ir para casa e cuidar das crianças. O lar vivia sempre cheio. Gostava de receber os parentes, os amigos, ir para a cozinha e testar a gastronomia que aprendia trocando receitas com as colegas de trabalho. Preparava um macarrão como ninguém.

Também se arriscava nos bolos para agradar os filhos. Como passava muito tempo fora de casa, tentava recompensá-los com carinho e boas comidas.

E orava. Pedia e agradecia todos os dias. Como forma de retribuir o que recebia, segundo Raquel, ela peregrinava em oração. Tinha a religião como algo sagrado e dizia que poderia ir além de somente ir à igreja e ler versículos da Bíblia. Gostava de visitar casas onde existiam enfermos, pessoas que precisavam ser tocadas por uma palavra e pelo calor de uma mão amiga. Deixa marido e três filhos.

Dia 5 de dezembro, aos 30 anos, em decorrência de um acidente de trânsito, em Cianorte.

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