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Abastecimento

Sanepar perde R$ 1,1 milhão por mês na distribuição de água em Maringá

Perdas são causadas por fraudes, ligações clandestinas, vazamentos na tubulação, uso de água pelos bombeiros e no próprio consumo da Sanepar

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Diariamente, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) trata 74,7 milhões de litros de água para o abastecimento em Maringá, mas desse total 13,8 milhões não são cobrados nas faturas. Isso porque há falhas nos hidrômetros, ligações clandestinas, além do que que é usado nas operações do Corpo de Bombeiros. O prejuízo é cerca de R$ 674 mil por mês. Outros 9,2 milhões de litros não chegam às torneiras das casas. Parte desse volume é perdida em vazamentos na tubulação ou é consumida pela própria empresa na manutenção e limpeza do sistema. Em dinheiro, isso representa mais uma perda mensal de R$ 449 mil.

O resultado dessa conta é um rombo nas contas da companhia: R$ 1,1 milhão por mês, apenas nas operações em Maringá. O cálculo é feito com base no preço de custo de um metro cúbico de água, cerca de R$ 1,63, e do índice chamado Perdas do Sistema Distribuidor (PSD), que em 2009 foi de 30,82%.

Apesar de perder quase quatro piscinas olímpicas por dia, a Sanepar alega que o índice é um dos mais baixos do Brasil e que vem caindo ano a ano. Somando as perdas reais (vazamentos e manutenção) e as perdas financeiras (o que é consumido, mas não é pago), 30,82 % da água tratada em Maringá no ano passado foi contabilizada como prejuízo. “12,33% faz parte do indicador de perdas. Esse é realmente um volume perdido em razão de vazamentos e do processo de produção. 18,49%, que é o restante, se refere aos desvios, fraudes e ligações clandestinas”, explicou José Fernando Oliveira, gerente regional da Sanepar em Maringá.

A soma dos dois fatores representa a chamada Perda do Sistema Distribuidor (PSD), que em 2007, segundo a Sanepar, era de 31,62% em Maringá. Segundo Oliveira, outras ações estão sendo feitas para diminuir ainda mais esse tipo de consumo. A empresa vai trocar 130 km de antigas tubulações de ferro fundido por PVC. Além disso, há um programa permanente de trocas de hidrômetros mais antigos para corrigir os desvios de medição e o plano de combate a fraudes, onde a equipe de profissionais treinados localiza vazamentos e ligações clandestinas.

Segundo Oliveira, isso sem dúvida encarece a tarifa, mas é apenas um dos indicadores que incide sobre o valor cobrado de quem paga a conta honestamente.

Entre as fraudes mais comuns está aquela na qual a água é recebida pelo usuário, mas não passa pelo contador. Também há casos em que o hidrômetro registra um consumo menor do que o real. Em outras situações, o consumidor prende o relógio no momento de encher uma piscina, por exemplo.

Ouvidos atentos

Para identificar os problemas, os profissionais da Sanepar usam o sistema de geofonamento. O equipamento permite ouvir se água está ou não passando pelo registro. O repórter Marcelo Frazão, do Jornal de Londrina, conversou com alguns desses funcionários e ouviu histórias curiosas sobre o furto de água.

No fim do ano passado, por exemplo, durante uma varredura, desconfiaram de uma chácara no Jardim Eucalipto (Londrina) que tinha o jardim regado com esguicho elétrico e piscinas cheias. “Fomos conferir o hidrômetro e estava parado. Quando contatamos o controle de cadastro, a Sanepar confirmou que havia 12 anos que a água daquela chácara estava cortada”, lembra Marivaldo Querino.

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