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Educação

UEM adota cotas sociais no vestibular, mas rejeita as raciais

Universidade divulga modificações para o próximo concurso, como a inclusão de testes específicos em alguns cursos e início do processo seletivo seriado

  • Rubia Pimenta
 
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A partir do próximo vestibular, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) começa a adotar o Sistema de Cotas Sociais, reservando 20% das vagas para os candidatos que comprovarem ser de famílias de baixa renda e tiverem cursado o ensino fundamental e médio integralmente em instituições públicas.

A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário no início de 2008, mas passará a valer no próximo vestibular, que será realizado de 12 a 14 de julho de 2009. Para o presidente da Comissão Central do Vestibular Unificado da UEM, Duherty Andrade, a medida foi tomada para incluir as pessoas que têm necessidade de estudar em universidades públicas, mas não tiveram as mesmas oportunidades das classes sociais mais altas.

As cotas raciais, no entanto, foram rejeitadas. Segundo Andrade, o Conselho entende que a porcentagem reservada aos mais pobres abrange, também, os negros. Ele ressalta que existem outras raças, como a indígena, que também deveriam ser contemplados com cotas raciais, caso elas fossem aprovadas.

Andrade lembra que há muitos processos na Justiça questionando o sistema de cotas raciais, alegando que elas desrespeitam o princípio de isonomia, previsto na Constituição Federal (direitos iguais a todos). “É muito difícil diferenciar quem é negro e quem não é. Várias universidades que adotaram esse sistema enfrentam problemas, por isso achamos mais inteligente fazer cotas que contemplassem todos que se encontram em situação realmente desigual, como é o caso das pessoas mais pobres”, afirma.

Para o presidente do Centro Cultural Jamaica de Maringá, Paulo Sérgio Francisco, a atitude da universidade é lamentável e reflete o conservadorismo da instituição. “O Brasil tem uma dívida histórica com os negros, de mais de 300 anos, que a maioria das pessoas faz questão de esquecer. Enquanto todas as universidades federais, além de algumas estaduais, como a UEL e UEPG, implantam um sistema que inclui os afro-descentes, a UEM vem em sentido contrário, retrocedendo na discussão”, ressalta.

Segundo Francisco, após o Vestibular de Inverno uma comissão será formada para verificar se os negros estão sendo contemplados nas cotas sociais. “Vamos continuar brigando por esse direito”, afirma.

Mudanças no Vestibular

A universidade incluirá algumas outras mudanças no próximo vestibular. Os cursos de Arquitetura e Urbanismo, de Engenharia Química e de Zootecnia adotam a prova de conhecimentos específicos. O primeiro vai exigir conteúdos de Artes e Matemática; o segundo, de Matemática e Química; e o terceiro, de Biologia e Matemática.

As inscrições serão aceitas entre os dias 1º e 22 de abril de 2009. As provas serão realizadas de 12 a 14 de julho.

As datas do Vestibular de Verão 2009 também já estão definidas. As inscrições serão de 1º a 21 de setembro e as provas de 13 a 15 de dezembro.

Exames no ensino médio

Alunos da primeira série do ensino médio já podem se inscrever no Programa de Avaliação Seriada (PAS) de 28 de setembro a 14 de outubro. Os inscritos farão as provas no dia 29 de novembro. O PAS não substitui o vestibular tradicional. É mais uma forma de acesso aos cursos de graduação, em que o aluno presta exame ao final de cada uma das séries do Ensino Médio.

O PAS oferecerá provas em três etapas: uma ao final de cada série do ensino médio, com o conteúdo de cada ano cursado. Desse modo, ao final do terceiro ano do ensino médio, o aluno terá passado pelas três avaliações e, conforme o seu desempenho, terá alcançado uma vaga na Universidade dentre 20% das vagas destinadas para essa modalidade de ingresso.

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