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A medalha de ouro brasileira na olimpíada do ensino profissional contrasta com os números da modalidade no país. Apesar de as matrículas terem dobrado, entre 2007 e 2013, a taxa ainda é baixa na comparação com outros países. Apenas 8,4% da população passa pelo ensino técnico concomitante ao ensino médio, segundo dados do último Censo educacional. A média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) é de 49,9%. Na Áustria chega aos 76,8%; na Alemanha, aos 51,5%.

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“A gente acredita e defende que a matriz educacional brasileira está distorcida. Toda a educação básica hoje é [voltada] para o ensino superior, mas nem todo mundo que faz a básica chega à superior. Será que a gente não está desperdiçando recursos?”, argumenta o gerente executivo de educação profissional do Senai no Brasil, Felipe Morgado.

O Plano Nacional de Educação (PNE) tem como meta triplicar a educação profissional técnica de nível médio. Mas só investir mais recursos no atual sistema não basta. É preciso ajustar os currículos da educação básica, defende Morgado.

Na prática, significa reduzir e flexibilizar a grade. O atual currículo do ensino médio, “muito extenso”, seria um fator que desestimula o estudante a fazer o técnico concomitante.

O Senai deve enviar nos próximos meses um documento em que defende essa flexibilização ao Ministério da Educação (MEC), que hoje debate a Base Nacional Comum, o novo currículo nacional da educação básica.

Além de facilitar a entrada, o Senai pensa na saída do aluno, após o ensino técnico. A ideia é que essa etapa não forme um profissional em definitivo, mas seja parte de um ciclo. É o chamado “itinerário formativo”: o aluno sai do técnico, passa pelo tecnólogo (já no nível superior) e pode chegar a engenheiro, tudo na mesma profissão. “As pessoas acham que a educação profissional conflita com o superior. A gente não interpreta assim”, resume o gerente do Senai, Felipe Morgado.

NP
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