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Empresários investem na Mata Atlântica com perspectivas de bons rendimentos

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Empresários investem na Mata Atlântica com perspectivas de bons rendimentos

Desde micro até megaempresários estão apostando que o plantio de espécies típicas da Mata Atlântica vai “estourar” nos próximos anos. Da coleta de sementes, passando ao cultivo de mudas e chegando até a prestação de serviço para a recuperação de áreas degradas, vários investimentos têm sido realizados para assegurar o suporte ao processo de regeneração da vegetação nativa.

INFOGRÁFICO: Confira as técnicas de restauração das áreas degradadas

Ao pé da Serra do Mar e numa área de manancial, com restrições para atividades impactantes ao meio ambiente, o consultor de crédito Fernando Xavier tem uma chácara que não gerava renda. Com investimento de R$ 60 mil, ele decidiu criar o viveiro Águas do Iraí, na estrada ecológica de Piraquara, cidade da região metropolitana de Curitiba.

O projeto começou a ganhar forma em janeiro e já está em funcionamento. Em uma área equivalente a um campo de futebol, pretende cultivar 60 mil mudas nativas por semestre. Os caseiros que tomam conta da propriedade são os únicos funcionários. “Estou otimista. Tenho como expandir para até 240 mil mudas e espero tirar o investimento em dois anos”, conta. A estimativa é de ganhos na faixa de R$ 5 mil mensais.

Quem também aposta em ampliação dos negócios é Solano Martins Aquino, presidente do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), com sede em Londrina. Só no Paraná são nove viveiros que atuam em parceria com o IBF – que já se considera a maior rede de oferta de mudas nativas no Sul do Brasil, com 18 milhões ao ano, e espera chegar a 100 milhões de mudas produzidas em todos os estados do Brasil até 2018.

Brasil afora

Acostumado a todo o tipo de investimento de risco, o banqueiro Bruno Mariani, do BBM, está destinando as energias para fazer brotar 100 mil hectares de vegetação nativa, uma área maior que quatro “Curitibas”. O foco, por enquanto, é na Bahia, mas ele já avaliou propriedades rurais no Paraná. “No Nordeste a terra é mais barata e as árvores crescem mais no clima tropical”, justifica.

Ele compra fazendas de pastagem e refloresta 100% da área, com 30 espécies quase “extintas no comércio”, como perobas, jequitibás, jacarandás e ipês, e com grande valor de mercado. A intenção é negociar os ativos com fundos de pensão dos Estados Unidos, que adquirem produtos de longo prazo como garantia para o pagamento de aposentadorias. Para começar a plantar, Mariani precisou primeiro investir nos viveiros. Virou outro ramo do negócio, que deve se expandir, com uma área destinada somente à produção de sementes.

O empresário André Nave, de Piracicaba (SP), se estruturou para oferecer da muda à mão de obra para a recuperação de áreas. Ele conta que uma cadeia produtiva está em formação. Os coletores de sementes estão sendo capacitados, assim como os trabalhadores que cuidam para que as pequenas plantas se transformem em árvores. Dono de viveiros com 5 milhões de mudas produzidas ao ano, Nave estima que sejam necessárias de 10 a 15 bilhões de mudas para atender à demanda brasileira de recuperação obrigatória de áreas degradadas nos próximos 20 anos.

R$ 10 mil é o valor médio gasto por hectare para a recuperação de áreas, mas algumas técnicas alternativas chegam ao custo de R$ 5 mil.

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