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operação Riquixá

MP-PR denuncia ex-prefeito e outras 21 pessoas por esquema no transporte de Guarapuava

  • Da Redação
Registro de Guarapuava | Divulgação/Prefeitura de Guarapuava
Registro de Guarapuava Divulgação/Prefeitura de Guarapuava
 
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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia à Justiça, nesta sexta-feira (1.º), contra 22 pessoas acusadas de participação em uma suposta organização criminosa articulada no setor de concessão de transporte coletivo de Guarapuava. Entre os réus, está o ex-prefeito do município Luiz Fernando Ribas Carli. As apurações fazem parte da Operação Riquixá, deflagrada nesta semana pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

A denúncia foi oferecida à 1.ª Vara Criminal de Guarapuava. Segundo nota emitida pelo MP-PR, também figuram como réus a ex-secretária de Administração, o ex-diretor do Departamento de Licitações e dois assessores deste setor, todos de Guarapuava e que atuaram na gestão municipal 2009-2012.

Também foram denunciados os advogados e sócios de duas empresas especializadas em engenharia de transportes, apontados pelo MP-PR como operadores do esquema em Guarapuava e em outros municípios do Paraná. Na quarta-feira (29), foram presos preventivamente na operação o advogado Sacha Reck; o irmão dele, Alex Reck; e o pai de ambos, Garrone Reck. Os advogados Antonio Carlos Marchetti, André Vinícius Marchetti e Fábio Miguel também foram detidos.

A denúncia elenca quatro fatos: crime de responsabilidade, cometido pelo então prefeito de Guarapuava, por desvio de rendas públicas; descumprimento da lei fixa a tarifa do transporte público; fraude a licitação; e falsidade de documento público. Segundo o MP-PR, parte dos réus já teve parte seus bens bloqueados, somando R$ 9 milhões.

Ação civil pública

Além disso, tramitam duas ações civis públicas, interpostas pelo MP-PR e relacionadas ao sistema de transporte coletivo de Guarapuava. Em uma delas, o órgão ampliou, nesta sexta-feira, o volume de provas e acrescentou seis novos réus ao processo. Na inicial, o Ministério Público pedia a aplicação de multa, ressarcimento ao erário, perda dos direitos políticos e proibição de contratar com o serviço público.Na outra ação civil pública, o MP-PR busca a anulação do contrato firmado em 2009, a partir da licitação do transporte coletivo da cidade.

Outro lado

A reportagem não conseguiu localizar o ex-prefeito de Guarapuava Luiz Fernando Ribas Carli, os advogados das famílias Reck e Marchetti e o defensor de Fábio Miguel nesta sexta-feira.

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