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Policias Militares destacados para atuar na segurança da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) teriam excedido a escala de trabalho programada pelo comando em "mais de cinco horas". A informação está contida em um ofício enviado pelos policiais na tarde desta quarta-feira (11) ao comando da operação.

No documento, os oficiais reconhecem a importância da operação, mas pedem liberação das equipes da manhã para descanso, já que teriam extrapolado as horas de serviço para qual foram escaladas. Segundo o documento, das 7 horas às 12h30. De acordo com o pedido, a ação na Alep exige "grande sensibilidade e controle psicofísico" para que sejam evitados quaisquer "efeitos indesejados".

"Eventual permanência do efetivo por tempo indefinido além do tempo razoável da escala, por questões logicamente fisiológicas, levam o profissional ao intenso cansaço até a possibilidade de atingirem o grau máximo de estresse policial, potencializando assim sobremaneira a possibilidade de ocorrências desastrosas, seja para o militar, seja institucionalmente" (grifo do próprio documento).

Policiais ouvidos pela reportagem - e que temendo represálias pediram anonimato - confirmaram que estão trabalhando em turnos de horas acima do programado e sem alimentação adequada. A insatisfação existe, mas é velada. "Nossas punições são muito severas", disse um deles. A orientação de não usar força contra os professores parece ser unanimidade. "Nós somos seres humanos e não queremos agredir professor", confidenciou outro, acrescentando que as medidas de austeridade propostas pelo governo também vão afetar a polícia.

Respostas

A assessoria de imprensa da PM informa, por meio de nota, que os policiais que estão de prontidão na Alep estão sendo devidamente alimentados e hidratados. Diz ainda que o local de prontidão possui cadeiras para que eles possam descansar e que as equipes se revezam em turnos para que não sejam utilizados por um longo período de tempo.

A PM lembra ainda que o policial militar estadual, "ao entrar na corporação, está ciente de que está à disposição, com dedicação exclusiva e sujeito à aplicação em eventos desta natureza, que são esporádicos e imprevisíveis".

Reclamações

Um dos soldados consultados pela reportagem disse que a PM é "vidraça" e muitas vezes os policiais pagam por serem ordenados a fazer coisas com as quais não concordam.

Segundo o PM, a categoria não tem direito à vale-refeição ou alimentação e nem ao vale-transporte. Ele reclama mesmo sendo a entrada de policiais fardados em ônibus livre. "Muitos de nós trabalha ou mora em lugares perigosos. Você acha que a gente sai por aí fardado?", desabafa.

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