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Curitiba

Polícia e Guarda Municipal afirmam que não vão interferir nos protestos

Definição foi estabelecida durante reunião realizada na tarde desta segunda-feira (17) entre manifestantes e Prefeitura

  • Angieli Maros com informações de Thomas Rieger, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
 
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A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Curitiba afirmaram que não vão intervir nos protestos realizados desde a última quinta-feira (13) contra o aumento da passagem na capital. A informação foi repassada pela Frente de Luta pelo Transporte Público de Curitiba, que organiza o III Ato em Apoio ao Movimento Nacional contra o Aumento da Passagem, depois de uma reunião realizada na tarde desta segunda-feira (17) entre a entre a Prefeitura da capital e cerca de vinte representantes do evento para discutir a segurança dos manifestantes.

Integrantes da frente, formada por todos os manifestantes do protesto, esclareceram ainda, por telefone, que no encontro foi entregue a pauta dos manifestantes – constituída por nove itens, entre eles a redução imediata da tarifa de R$ 2,85 para R$ 2,60, e de R$ 1,50 para R$ 1 a de domingo. Segundo eles, a reunião foi positiva, já que o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que também esteve presente, reconheceu a legitimidade dos protestos.

A Prefeitura de Curitiba informou, no entanto, que a reunião foi finalizada sem avanços positivos, já que a pauta da reunião, que era estabelecer medidas de segurança para os manifestantes, não foi resolvida, pois os manifestantes não concordaram em divulgar o trajeto das próximas passeatas por questões de estratégia. O executivo municipal aguardava estas informações para antecipar um esquema de segurança nas ruas.

A Frente de Luta pelo Transporte Público de Curitiba disse que, apesar de não fornecer informações antecipadas sobre os caminhos que serão percorridos, avisará a Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) dos trechos durante a caminhada, para que eles possam ser bloqueados a tempo e evitar possíveis acidentes.

Mesmo sem intervir, a Guarda Municipal acompanhará a manifestação de longe.

Além de integrantes da frente, participaram do encontro representantes da Secretaria Municipal de Relações com a Comunidade, da Setran, da Guarda Municipal, da Polícia Militar, da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Paraná e do Ministério Público estadual.

Reunião

O encontro que serviria para definir estratégias de segurança durante o protesto contra o aumento do preço da tarifa de ônibus em Curitiba começou às 14h30 desta segunda-feira (17) e foi marcado por conta do crescimento da quantidade de pessoas que vêm aderindo aos protestos, informou a prefeitura.

No entanto, os responsáveis pelo evento não foram convidados diretamente. O aviso de convocação, de acordo com a Secretaria de Relações com a Comunidade, apenas foi divulgado por meio da rede social Facebook na manhã desta segunda.

A prefeitura explicou que não foi possível realizar convites formais aos organizadores do protesto, já que o movimento possui vários grupos participantes e, por isso, não tem uma organização centralizada.

Protestos A partir das 18 horas desta segunda-feira começa, na Boca Maldita, o terceiro protesto contra o aumento das tarifas do transporte público de Curitiba. No total, quase 24 mil pessoas tinham confirmado apoio ao evento, via Facebook, até as 14h30 desta segunda. O nome da manifestação é III Ato em Apoio ao Movimento Nacional contra o Aumento da Passagem.

Na sexta (14), cerca de 700 pessoas protestaram contra o reajuste na passagem de ônibus e contra a repressão policial aos manifestantes em São Paulo e no Rio de Janeiro. A primeira manifestação foi na quinta (13), quando cerca de 150 promoveram um ato na Boca Maldita. Em ambos os protestos não houve registro de tumultos.

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