PUBLICIDADE
Liceu de Ofícios, no Uberaba, funcionou até o último dia 9 de março e, desde então, o prédio está trancado, o mato cresceu e as vidraças foram destruídas |
Liceu de Ofícios, no Uberaba, funcionou até o último dia 9 de março e, desde então, o prédio está trancado, o mato cresceu e as vidraças foram destruídas
Urbanismo

Prédios públicos estão abandonados na capital

Edificações sem uso prejudicam o visual e a segurança da cidade

Texto publicado na edição impressa de 18 de abril de 2012

Eles foram criados com o propósito de promover o desenvolvimento da cidade, mas por falta de planejamento ou mudança de governo acabaram se tornando prédios abandonados. Entre os equipamentos públicos pertencentes à prefeitura de Curitiba, imóveis que serviram como unidades de saúde, liceus de ofício e até o primeiro restaurante popular da cidade estão hoje trancados, degradando o espaço urbano.

E os transtornos que a inutilização dessas edificações causam à sociedade vão além da poluição visual. “Além do desperdício de se ter um prédio público abandonado, o impacto no entorno pode atingir várias quadras”, diz Luís Henrique Fragomeni, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Além da desvalorização financeira da área em que estão situados, essas estruturas favorecem a violência urbana. “Quando a comunidade enxerga um uso para o espaço ele dificilmente é invadido”, fala Fragomeni. Para o professor, a responsabilidade do poder público é maior que a do setor privado. “Além da eficiência de gestão, que deve existir nos dois setores, à administração pública é necessário também a preocupação social em suas ações” explica.

Exemplos

Transitando por diversos bairros da capital a reportagem identificou pelo menos quatro imóveis que estão com as portas fechadas e cadeados nos portões. É o caso da construção ocupada pela sede da Usina de Reciclagem Total de Embalagens Laminadas, um projeto iniciado em 2002 que abrigava um processo químico inédito de separação dos componentes de embalagens laminadas. Da estrutura apresentada na inauguração só restam o barracão e uma placa com o nome dos parceiros.

Também no Uberaba está o espaço ocupado pelo antigo Liceu de Ofícios até o dia 9 de março deste ano, quando foi transferido para outro endereço. Desde então o prédio está trancado, o mato cresceu e as vidraças foram destruídas.

Em outro ponto da cidade, no bairro da Fazendinha, está o prédio que durante 31 anos funcionou como unidade de saúde da Santa Amélia e que está fechado há dez meses, desde que foi inaugurada a nova sede.

Entretanto, é na região central da capital que está o espaço mais emblemático. Construído para ser o primeiro restaurante popular de Curitiba, o local é hoje um ponto de abrigo de moradores de rua e usuários de drogas. Em uma das cabeceiras está um espaço que armazena arquivos e outros materiais, em outra uma construção depredada que serve como área para consumo de drogas.

Linhão do emprego

Em diversas localidades de Curitiba é possível encontrar barracões empresariais, vilas de ofícios, condomínios industriais e outros equipamentos construídos na década de 1990 dentro da iniciativa do Linhão do Emprego. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o programa tinha um “propósito nobre”, mas que não funcionou devido ao desencontro do perfil do público atingido com as exigências propostas e à diferença de prioridade entre as gestões municipais. Assim, os barracões e condomínios acabaram sendo utilizados para outras ações da própria prefeitura.

PUBLICIDADE
    • SELECIONADO PELO EDITOR
    • NOTÍCIAS MAIS COMENTADAS
    • QUEM MAIS COMENTOU
    Assine a Gazeta do Povo
    • A Cobertura Mais Completa
      Gazeta do Povo

      A Cobertura Mais Completa

      Assine o plano completo da Gazeta do Povo e receba as edições impressas todos os dias da semana + acesso ilimitado no celular, computador e tablet. Tenha a cobertura mais completa do Paraná com a opinião e credibilidade dos melhores colunistas!

      Tudo isso por apenas

      12x de
      R$49,90

      Assine agora!
    • Experimente o Digital de Graça
      Gazeta do Povo

      Experimente o Digital de Graça!

      Assine agora o plano digital e tenha acesso ilimitado da Gazeta do Povo no aplicativo tablet, celular e computador. E mais: o primeiro mês é gratuito sem qualquer compromisso de continuidade!

      Após o período teste,
      você paga apenas

      R$29,90
      por mês!

      Quero Experimentar
    VOLTAR AO TOPO