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Curitiba

Presos acusados de envolvimento na disputa pelo controle do tráfico na CIC

Segundo a DH, eles integravam a principal quadrilha da região, que distribui R$ 40 mil em drogas por mês. Há indícios de que suspeitos tenham participado de pelo menos seis homicídios

Dupla está presa temporariamente, por 30 dias |
Dupla está presa temporariamente, por 30 dias
 
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Presos acusados de envolvimento na disputa pelo controle do tráfico na CIC

A Delegacia de Homicídios (DH) divulgou, nesta terça-feira (19), a prisão de dois homens, acusados de integrar uma das quadrilhas que disputa o controle do tráfico de drogas na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). De acordo com a polícia, há indícios de que a dupla tenha envolvimento direto em pelo menos seis homicídios ocorridos naquela região. Eles foram reconhecidos por um homem que foi vítima de dois atentados, mas que conseguiu escapar com vida dos ataques.

Os acusados são João Carlos Athayde e Marcos Paulo Melanski. Ambos foram detidos neste mês, na CIC, mas a prisão não havia sido divulgada para que polícia aprofundasse as investigações. Com eles foram apreendidas duas pistolas – uma calibre nove milímetros e uma .40 – que teriam sido usadas em crimes. De acordo com o delegado Cristiano Augusto Quintas dos Santos, ambos são integrantes da quadrilha encabeçada por Diandro Cláudio Melanski, que movimentaria R$ 40 mil por mês no tráfico de drogas na CIC.

Nesta terça-feira, uma vítima que sobreviveu a dois atentados reconheceu a dupla como responsável pelos ataques. As tentativas de homicídios ocorreram em abril, mas detalhes sobre as ações não foram divulgadas pela polícia, para preservar a testemunha.

O investigador Edenir Canton ressalta que a dupla mantinha grande proximidade com o cabeça da quadrilha: Atahyade morava em frente ao último endereço fixo de Diandro Melanski; Marcos Paulo seria primo do acusado de comandar o tráfico na CIC.

A Justiça já expediu três mandados de prisão contra Diandro Melanski, que está foragido. Segundo a polícia, desde que passou a ser procurado, o acusado passou a ter uma vida nômade. “Ele não tem residência fixa e muda constantemente de endereço e de telefones. Ele vai muito pouco a CIC e comanda o tráfico mesmo à distância”, disse o delegado.

Herdeiros de “Conde”

Segundo a polícia, a disputa pelo controle do tráfico na região começou em maio do ano passado, depois da prisão de Éder Conde, conhecido como o “Fernandinho Beira-Mar de Curitiba” e apontado como cabeça da principal quadrilha de tráfico da capital paranaense.

Com Conde fora de ação, duas quadrilhas começaram a atuar: a encabeçada por Diandro Melanski e outro grupo que seria comandado Marcos Aurélio dos Santos, o “Tio Má”, e Lucas Vinícius Oliveira Pereira, presos em agosto do ano passado.

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