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Cerca de 200 taxistas de sete cooperativas realizaram uma manifestação, na noite de quinta-feira (21), na área de desembarque do Terminal 1 do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão). Entre as revindicações, eles reclamam do acordo firmado entre o consórcio Riogaleão — formado pela Infraero, Odebrecht e Changi — e a empresa Resolve Aí, que reúne taxistas de várias cooperativas. A Polícia Militar reforçou a segurança no local e não houve tumulto.

O protesto começou às 20 horas e terminou pouco depois da meia noite. O grupo se reuniu depois que taxistas que trabalham no aeroporto receberam uma mensagem em áudio no celular, supostamente gravada pelo gerente da Resolve Aí, informando que o ponto de desembarque do Terminal 1 passaria a ser exclusivo da empresa a partir da madrugada desta sexta-feira (22). Funcionários da Resolve Aí que estavam no aeroporto confirmaram a informação. Segundo os manifestantes, mais de mil trabalhadores serão prejudicados com a medida.

O Riogaleão disse, em nota, que o aeroporto poderá ser utilizado tanto pelos taxistas já cadastrados como os da empresa. O Riogaleão assumiu a operação do aeroporto em agosto de 2014. Na ocasião, o consórcio anunciou o acordo com a empresa Resolve Aí e informou que o objetivo era melhorar o serviço para os passageiros, junto à adoção de outras medidas.

De acordo com o diretor da Federação das Cooperativas e Associações de Táxi do Rio de Janeiro (Fecaperj), Lorenz Melo, o consórcio deu um prazo de 90 dias para que as cooperativas cumprissem uma série de exigências, como instalar máquina de cartão de crédito no veículo, oferecer o serviço de wifi e possuir uma frota com, no máximo, quatro anos de uso. Segundo Melo, o prazo ainda está em dia, e os taxistas estão se adequando às determinações.

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