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Tempo ruim não impede sonho de casamento à beira-mar

Arquiteta Louize Procópio e cirurgião dentista Fabrício Antunes tinham todas as autorizações para se casar sábado na Praia Mansa, em Caiobá. Só não combinaram com São Pedro

  • Adriana Brum
Casamento nas areias de Caiobá 4. |
Casamento nas areias de Caiobá 4.
 
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Cada um dos 35 convidados recebeu um brinquedo para fazer bolinhas de sabão quando a noiva entrasse. Um punhado de arroz também foi entregue para ser lançado sobre os noivos ao final da cerimônia. As mulheres ganharam, ainda, um leque para se defenderem do calor.

Detalhes que a arquiteta Louize Cristhiane Carneiro Procópio, 27 anos, planejou com cuidado para tornar perfeito o dia do seu casamento com o cirurgião dentista Fabrício Thomaz de Aquino Antunes, 32.

A data, o último sábado (23), foi escolhida a dedo: comemoração do terceiro aniversário de namoro com Fabrício. Para completar o sonho de Louize, a cerimônia teria de ser à beira-mar. O local escolhido foi a Praia Mansa, em Caiobá, defronte ao apartamento da família. Fabrício não se opôs e passou a tarde de sábado ajudando nas pequenas tarefas, como comprar o gelo da bebida para os amigos e familiares.

O casal, no entanto, esqueceu da instabilidade climática no Litoral paranaense durante o verão. O sábado (23) amanheceu com numa insistente chuva que parecia querer levar o sonho da arquiteta por água abaixo. O pai da noiva, Luiz Aloys Procópio, bem que preferia uma cerimônia na igreja. “Sou mais tradicionalista. Mas se ela quer assim...”, disse. A solução foi incluir mais um apetrecho no kit dos convidados: um guarda-chuva.

“Estávamos desde dezembro acertando a documentação para fazer o casamento na praia, autorização da prefeitura, do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). Não acreditei que ia ver tudo estragado e ter de fazer o casamento em um salão de festas”, conta Louize.

À tarde, o sol apareceu e deu novo ânimo à noiva: mesmo com o céu carregado de nuvens escuras, decidiu que iria vestida de branco para beira da praia de qualquer jeito. “Nem que tivesse de ficar segurando o guarda-chuva”, falou.

Casamento marcado para as 18h30, no entardecer, e novo susto: às 17 horas a chuva voltou, com mais força. Parecia traquinagem de São Pedro lá no céu.

Mas esta é uma história de final feliz: a água parou de cair na hora prevista. A noiva fez o tradicional atraso – uma hora e meia de espera -, os convidados oficiais) se reuniram em torno do pequeno altar montado na areia. Na orla, cerca de 200 veranistas pararam para ver o curioso enlace. Não só assistiram como também fotografaram e filmaram, como se fosse um espetáculo.

“Achei a idéia linda. Mas que coragem, né? Confiar nesse tempo...”, falou a estudante Carolina Pinheiro, de Curitiba, que interrompeu o passeio com o namorado para acompanhar o inusitado evento.

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