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Traiano afirmou que os parlamentares reconhecem o momento “caótico” que atravessa a economia. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Traiano afirmou que os parlamentares reconhecem o momento “caótico” que atravessa a economia.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A pressão da sociedade surtiu efeito pela segunda vez em menos de 15 dias e a Assembleia Legislativa do Paraná recuou da decisão de reajustar o valor dos benefícios dos 54 deputados estaduais. A ideia inicial do presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), era aumentar o valor das verbas de ressarcimento e de gabinete a partir de abril, a exemplo do que aprovou a Câmara Federal. No dia em que a Gazeta do Povo divulgou a informação, porém, o tucano anunciou que não vai mais implantar o reajuste.

Presidente muda de discurso de um dia para o outro; ouça

O deputado Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, mudou de discurso em relação aos benefícios. Na quinta-feira, ele disse que aumentaria os valores a partir de abril. Nesta sexta-feira (27), negou que tivesse voltado atrás.

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A decisão original da Assembleia seguia a Câmara, que na quarta-feira (25) reajustou em 18% a verba para os deputados federais contratarem funcionários e em 8,7% o chamado “cotão” para o pagamento de despesas do mandato. Se o Legislativo paranaense seguisse o mesmo caminho, o custo seria de quase R$ 11 milhões a mais por ano aos cofres públicos do estado, que passam por graves dificuldades financeiras.

Negando que tenha voltado atrás, Traiano afirmou que os parlamentares reconhecem o momento “caótico” que atravessa a economia brasileira e, por isso, a Assembleia continuará a dar o exemplo que deu nos últimos anos. “Neste momento há um sentimento dos deputados de que não é hora para fazermos qualquer avanço em razão desse momento crítico do Brasil. Teremos o equilíbrio necessário para sabermos compreender o movimento de rua e também o calor da sociedade”, argumentou, nesta sexta-feira (27), em entrevista à RPC TV. “Nós não vamos implantar qualquer reposição de correção que tenha ficado para trás nesse período.”

Um dia antes, porém, à reportagem da Gazeta, o tucano tratava o reajuste como consumado. Ele disse que a medida era “praticamente automática” ao aumento definido pela Câmara e seria “natural”, uma vez que os gastos para custear o mandato subiram desde o último reajuste. Ele defendeu que a majoração iria recompor a inflação acumulada desde 2010.

Se o reajuste fosse aplicado com os mesmos índices definidos em Brasília, a verba mensal para contratar até 23 funcionários comissionados por gabinete subiria de R$ 78.525 para R$ 92.659,50. Já a verba de ressarcimento, que serve para reembolsar os parlamentares por gastos decorrentes do mandato, aumentaria de R$ 31.471 para R$ 34.208,98 por mês.

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