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Cármen Lúcia desmente notícia de que vai se aposentar do STF

Na verdade, a presidente da Corte disse que irá conciliar a magistratura com o desejo de voltar a dar aulas na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em Belo Horizonte

  • Da redação, com Estadão Conteúdo
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Cármen Lúcia: presidente do STF foi alvo de protestos  durante palestra em  MG. | Gláucio Dettmar/Agência CNJ
Cármen Lúcia: presidente do STF foi alvo de protestos durante palestra em MG. Gláucio Dettmar/Agência CNJ
 
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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, desmentiu na tarde desta segunda-feira (20) que pretende se aposentar da Corte. Pela manhã, o jornal O Estado de S. Paulo e a Estadão Conteúdo publicaram - e a Gazeta do Povo reproduziu - a informação de que a ministra iria deixar a Corte no início de 2018. A magistrada informou que pretende conciliar os afazeres no STF com a intenção de voltar a dar aulas na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em Belo Horizonte.

Atualmente, Cármen Lúcia é professora licenciada da instituição, lotada na Faculdade Mineira de Direito (FMD).

Questionada se seria possível acumular os dois trabalhos, Cármen Lúcia afirmou que sim, dando exemplo do ex-ministro Teori Zavascki, que foi professor na USP enquanto integrante do tribunal.

A presidente deu palestra em aula inauguração da faculdade, nesta segunda-feira. Na chegada à escola, passou por protesto contra o STF e foi chamada por uma manifestante de golpista. A ministra avaliou como normal o protesto. “É da democracia. Se não fosse aqui, seria na sala de aula”, afirmou.

Cármen Lúcia tomou posse como presidente do Supremo em setembro do ano passado para mandato de dois anos. Mineira, ela foi indicada ao tribunal em 2006 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra foi advogada e procuradora do estado de Minas Gerais. Ela é a segunda presidente mulher do Supremo. A primeira a assumir o posto foi a ministra Ellen Gracie, também a primeira mulher a integrar a Corte.

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