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Você sabia que faltam apenas cinco meses para as eleições municipais? Talvez não tenha se dado conta do quanto elas estão próximas porque sua atenção esteve pregada – e com toda a razão – nos últimos tempos em importantes acontecimentos nacionais e, claro, a política local acabou ficando em absoluto segundo plano.

OLHO VIVO: Falta apenas uma assinatura para abrir a CPI da Receita Estadual

Os últimos meses estiveram recheados de notícias da Lava Jato, prisões de políticos e grandes empresários e, sobretudo, a respeito do trepidante processo jurídico e parlamentar que resultou no afastamento da presidente Dilma Rousseff. São fatos que continuarão se arrastando ainda por mais alguns meses, embaralhando-se com o período de campanha e com as próprias eleições do início de outubro.

Isto explica o generalizado distanciamento do eleitorado quanto ao futuro de suas próprias cidades. A comprovação está em duas sondagens bem recentes feitas pelo Instituto Paraná Pesquisas. Na semana passada, verificou que 73% dos cariocas estão pouco ou nada interessados na sucessão do prefeito Eduardo Paes. Quadro semelhante se dá em São Paulo e em outras capitais. Curitiba não foge à regra.

Apesar disso, já há meses estão colocadas as candidaturas para prefeito de Curitiba. Gustavo Fruet (PDT) buscará a reeleição disputando com pelo menos seis outros postulantes que também já se colocaram na corrida: Rafael Greca (PMN), Ney Leprevost (PSD), Requião Filho (PMDB), Maria Victória Barros (PP), Luciano Ducci (PSB) e Tadeu Veneri (PT).

É possível que um ou dois desta lista desistam do páreo, dentre os quais – “bola” que já vem sendo cantada há tempos – o ex-prefeito Ducci, que perdeu substância principalmente a partir do esfacelamento da imagem de seu principal aliado e eleitor, o governador Beto Richa.

A quem aproveita este quadro contaminado pelos graves sacolejos da política nacional que, entre outros efeitos, aniquilou a força eleitoral do PT? A Fruet, que foi eleito em aliança com o PT? Embora tenha rompido com o partido de Lula, Fruet continua filiado ao PDT, um dos poucos partidos que se mantiveram fieis à Dilma e que votaram contra o impeachment.

O prefeito pode sofrer as consequências durante a campanha. Da mesma “maldição” podem amargar, obviamente, o candidato do PT, deputado Tadeu Veneri, e, de quebra, Requião Filho que, embora seja do PMDB, mesmo partido do presidente interino Michel Temer, tem um pai senador que se posicionou duramente contra o impeachment.

Isto impele a uma inevitável indagação em sentido inverso: levariam vantagem os candidatos que apoiaram claramente o afastamento de Dilma (caso de Leprevost) ou procuraram ficar “neutros” (caso de Greca)? Ou Maria Victória, que, além de somar o maior tempo de TV, tem o pai no Ministério da Saúde? Só o tempo dirá – daqui a quatro meses, quando a campanha de prefeito estiver no ar, quem sabe o eleitorado encontre uma horinha para refletir sobre os destinos de Curitiba.

A CPI e...

Falta apenas uma assinatura (das 18 necessárias) para a Assembleia abrir a CPI da Receita Estadual. Está difícil encontrar um parlamentar corajoso, dentre os outros 37, para completar a lista e ajudar a aprofundar e tirar consequências políticas da Operação Publicano – aquela em que o Gaeco descobriu bilionário esquema de propinas envolvendo fiscais de Londrina.

... a liberdade

Um dos delatores, o auditor Luiz Antonio de Souza, embora preso, continuou “trabalhando” e extorquindo empresários enquanto também responde por crime de pedofilia. Para obter benefícios penais, Souza ofereceu bens que, além de não serem dele, valem metade do prejuízo que causou ao Erário. Por isso, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) quer anular a delação, mas o Gaeco e a Justiça de Londrina resistem. Graças a isto, o fiscal poderá ser solto em julho próximo.

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