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Em crise e à venda, Evangélico cobra promessas de campanha de Greca

 
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A Universidade Presbiteriana Mackenzie não é a única interessada em comprar o Hospital Evangélico de Curitiba, que vive situação próxima ao colapso total em razão das dívidas que acumula – cerca de R$ 400 milhões. Há outros interessados já inscritos e quem mais quiser poderá se habilitar à aquisição, segundo informa nota oficial dirigida a esta coluna pelo médico Carlos Motta, interventor judicial no hospital, e pelo Ministério Público do Trabalho.

A nota reconhece a gravidade da crise enfrentada, mas afirma que ela “é resultado das gestões imprimidas pela SEB – Sociedade Evangélica Beneficiente há pelo menos 20 anos”. A entidade é formada por várias denominações evangélicas que foram responsáveis pela fundação, manutenção e administração do hospital e da Faculdade Evangélica desde os anos 50 do século passado.

Em razão dos problemas, especialmente quanto às dívidas trabalhistas, uma intervenção judicial foi decretada no final de 2014. Segundo explica a nota, a Justiça afastou a antiga direção e nomeou “um interventor para Hospital, Faculdade Evangélica e SEB, [que] vem cumprindo o objetivo de possibilitar a reorganização contábil e administrativa” das três instituições.

Assegura a nota que “após a intervenção o Hospital adequou o recolhimento de tributos legais e FGTS, propiciando a obtenção de certidões negativas perante as autoridades competentes, o que não ocorria antes. Além disso, uma parcela significativa do passivo trabalhista foi quitada”.

Nem por isto, os problemas acabaram. Pelo contrário, se agravaram – principalmente a partir de outubro do ano passado quando foi interrompida a antecipação de recursos mantida pela prefeitura, gestora plena do sistema de saúde em Curitiba. Já a atual gestão municipal, “contrariando compromisso de campanha e pronunciamento em início de mandato, também não vem realizando a antecipação dos repasses”, frisa a nota do Evangélico.

Por fim, o Hospital Evangélico e o Ministério Público do Trabalho no Paraná fazem um apelo: esperam que a prefeitura reveja a decisão de interromper o adiantamento dos repasses.

UPAs não fecham

Enquanto Evangélico apela por ajuda da prefeitura, o secretário municipal de Saúde, João Carlos Baracho, enfrenta seus próprios problemas. Confirma que ainda faltam medicamentos e a existência de outras precariedades no atendimento ao público, mas garante: “Não são verdadeiras as informações divulgadas” de que cinco das 10 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) seriam fechadas. Confirma o fechamento apenas da UPA Matriz, “criada na gestão anterior” e que “nunca foi credenciada e reconhecida pelo ministério da Saúde, o que significa dizer que o município jamais recebeu recursos para mantê-la”. Fechada no dia 29 de abril, o espaço passou a servir exclusivamente ao Hospital de Clínicas, onde estava instalada.

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