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CPI do Cachoeira terá nove maratonas de depoimentos

Depois de uma semana de recesso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira vai fazer uma maratona de nove depoimentos a partir da próxima terça-feira, dia 26. A proposta é centrar as investigações em integrantes do esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ligados aos governadores de Goiás, o tucano Marconi Perillo, e do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiróz. Os dois governadores estiveram na CPI há uma semana e negaram qualquer envolvimento com Cachoeira.

Os primeiros depoimentos estão marcados para terça-feira, dia 26 e vão tentar esclarecer a venda de um imóvel de luxo em Goiânia que era de propriedade do governador. Foi nessa casa que Cachoeira acabou preso, em fevereiro, pela Polícia Federal. Marconi alega que vendeu o imóvel para o empresário Walter Paulo Santiago. Um dos intermediários da venda foi Lúcio Fiúza Gouthier, ex-assessor de Perillo, que será ouvido na terça-feira.

No mesmo dia, os integrantes da CPI também pretendem tomar o depoimento de Écio Antonio Ribeiro, um dos sócios da empresa Mestra Administração e Participações, em nome da qual a casa foi registrada num cartório em Trindade (GO). Também prestará depoimento Alexandre Milhomen, arquiteto que trabalhou na reforma da residência.

No dia seguinte, quarta-feira, a CPI vai ouvir Jayme Rincón, ex-tesoureiro da campanha de Perillo ao governo do estado em 2010, e atualmente presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop). Esta é a segunda vez que Rincón é convocado _ antes, ele alegou problemas de saúde para não comparecer. A CPI também vai ouvir Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Marconi Perillo, que é suspeita de repassar informações sobre operações policiais para a organização criminosa comandada por Cachoeira.

Outro que irá à CPI é o radialista Luiz Carlos Bordoni que, em entrevista ao Estado, revelou ter recebido R$ 40 mil em dinheiro vivo das mãos do governador Perillo, na campanha de 2010. Desde 1998, Bordoni era o responsável pelas campanhas eleitorais de rádio do governador tucano.

Na quinta-feira, a CPI pretende ouvir os envolvidos com o esquema de Cachoeira no Distrito Federal. O primeiro a prestar depoimento deverá ser Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo. Ele foi citado em escutas telefônicas como possível facilitador do esquema de Cachoeira no governo do petista. A CPI também vai ouvir Marcello de Oliveira Lopes, conhecido como Marcelão, e ex-assessor da Casa Militar do governo do Distrito Federal. Por último, a comissão ouve João Carlos Feitoza, ex-subsecretário de Esportes do Distrito Federal, e suspeito de receber dinheiro do grupo de Cachoeira.

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