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Eleições majoritárias

Dilma recebeu dinheiro dos mesmos setores

 
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Um pequeno grupo de empresas de poucos setores econômicos foi responsável pela maior parcela do dinheiro que financiou a campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Segundo um levantamento publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, metade de todo o dinheiro declarado pela campanha da petista foi doado por apenas 27 empresas – muitas das quais dos mesmos setores produtivos que predominam no financiamento dos deputados federais (veja reportagens acima e na página anterior).

Segundo o levantamento do jornal, apenas o setor da construção civil e de obras públicas doou R$ 33,7 milhões para a campanha de Dilma, o que representa 22,6% de toda a arrecadação da então candidata – que chegou a R$ 148,8 milhões.

Dos cinco maiores financiadores da presidente, três são empreiteiras: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e UTC Engenharia. A Camargo Corrêa, uma das construtoras que toca obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), doou R$ 8,5 milhões, sendo a empreiteira que mais repassou recursos a Dilma e a segunda empresa no ranking de doadores da petista.

O segmento agropecuário, de alimentos e de bebidas também se destacou nas doações. O grupo JBS-Friboi, frigorífico de carnes, doou R$ 9 milhões para Dilma – a maior doação individual para a campanha da petista. O grupo JBS-Friboi se beneficiou diretamente do governo Lula ao receber um empréstimo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões do BNDES.

Outro setor econômico que se destacou nas doações a Dilma foi o das usinas de álcool e açúcar, com R$ 10 milhões repassados. Já os bancos doaram, em conjunto, cerca de R$ 8 milhões. Entre eles, o Itaú foi o maior doador individual, com R$ 4 milhões. O setor imobiliário, farmacêutico, de mineração e siderurgia também se destacaram na lista de doadores da presidente eleita.

Doações ocultas

Dilma recebeu ainda R$ 19,7 milhões em doações ocultas – aquelas em que o dinheiro do doador é repassado ao partido, que investe posteriormente os recursos na campanha. Esse modelo de financiamento torna impossível rastrear a identidade das empresas que bancaram as campanhas.

O principal adversário de Dilma, José Serra (PSDB), recebeu ainda mais pela via oculta: foram R$ 32,1 milhões, ou 30% do que ele arrecadou.

A campanha do tucano, no total, arrecadou R$ 120 milhões. E os setores que mais doaram também foram basicamente os mesmos de Dilma, com destaque para as empreiteiras. Mas a maior doação individual recebida pela campanha tucana partiu do Banco Itaú. A instituição financeira colaborou com R$ 4 milhões.

Leia amanhã quem foram os financiadores dos deputados estaduais do Paraná

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