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Senado

Eduardo Suplicy pede que Renan Calheiros desista de candidatura

O petista defende que, no lugar de Renan, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) seja indicado pelo partido para concorrer ao comando da Casa

 
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O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) encaminhou carta ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) com pedido para que o peemedebista retire seu nome da disputa à presidência do Senado.

Suplicy defende que, no lugar de Renan, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) seja indicado pelo partido para concorrer ao comando da Casa na sexta-feira (1º).

O petista argumenta que Simon, além de ter o "apoio unânime de praticamente os demais 80 senadores", é um parlamentar que não tem registro de "qualquer mal feito ou procedimento incorreto que possa ser considerado grave".

Apesar do apelo de Suplicy, Simon disse que não tem chances de se eleger presidente do Senado por adotar uma postura de "opositor" no Congresso. "Não é que eu não estou disposto a disputar, mas eu não tenho chance. Se eu não fosse opositor e tivesse simpatia [do governo], aí poderia acontecer", afirmou.

Simon disse estar disposto a apoiar a candidatura de Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ou Pedro Taques (PDT-MT), do grupo dos chamados "independentes", mas admitiu que são nomes que "não tem nenhuma chance de ganhar" contra Renan.

A ideia de Simon era lançar um nome do PMDB mais alinhado com o Palácio do Planalto, como o senador Luiz Henrique da Silveira (SC), mas sua proposta não prosperou no partido.

"A nossa chance era encontrar um nome no PMDB, como o Luiz Henrique, mas ele não aceita. Seria interessante se o Renan renunciasse e encontrássemos um nome de entendimento. Vai ser triste para o Senado esse debate [sobre as denúncias contra Renan]", disse Simon.

Na carta, Suplicy não faz ataques diretos ao líder do PMDB, mas lembra que Renan tem contra acusações de "práticas impróprias" que são objeto de denúncia da Procuradoria Geral da República - encaminhada na sexta-feira pelo procurador Roberto Gurgel ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Como a denúncia do procurador é sigilosa, Suplicy disse que os senadores precisam de "tempo" para ter certeza da inocência do peemedebista. "Nós senadores teremos que aguardar um tempo até que haja o esclarecimento sobre todos os episódios. Se tiverem fundamento, constituem problemas sérios para quem hoje se candidata à Presidência do Senado", afirma na carta.

A denúncia do Procurador-Geral da República contra Renan se refere ao fato de o peemedebista ter supostamente apresentado notas fiscais frias na tentativa de negar que teve despesas pessoais pagas por um lobista.

O episódio, ocorrido em 2007, fez o parlamentar renunciar à presidência do Senado para evitar a cassação do mandato. Este ano ele novamente é candidato ao cargo e, até o momento, é o favorito para ser eleito por seus pares.

Diferenças

Na carta, Suplicy diz que mantém uma "relação de respeito e construção mútua" com Renan nos últimos anos. Afirma, ainda, que sua intenção é respeitar o acordo firmado entre PT e PMDB para que os peemedebistas fiquem no comando do Senado --por isso o nome de Simon seria o mais indicado para representar o partido na Presidência da instituição.

"Do ponto de vista da história do Senado e do Congresso, do fortalecimento da instituição, do respeito de todo o povo brasileiro por tudo aquilo que aqui realizamos, pelo histórico de todos os 21 senadores do PMDB, tenho a convicção que será muito oportuno se Vossa Excelência [Renan] puder abrir mão de sua indicação em benefício do senador Simon", diz Suplicy na carta.

Renan não admite oficialmente que é candidato, mas trabalha nos bastidores para suceder José Sarney (PMDB-AP) no comando do Senado. O líder do PMDB deve oficializar sua candidatura na quarta-feira (30).

Até agora, somente Randolfe formalizou a candidatura à Presidência da Casa. Taques articula entrar na disputa, mas ainda mantém conversas sobre a viabilidade do seu nome. A ideia do grupo dos "independentes" é que Randolfe renuncie em apoio a Taques, nome que os senadores consideram com "mais chances" de enfrentar Renan na disputa -embora o grupo contabilize apenas 10 votos dos 81 senadores.

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