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“O Paraná que Queremos"

Paranaenses se mobilizam pela ética na política

O movimento “O Paraná que Queremos” – encabeçado pela seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR ) – convocou a população para ir às ruas para pedir a moralização política da Assembleia Legislativa do Paraná

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Apesar do frio, milhares de paranaenses foram até a Boca Maldita para manifestar o descontentamento com a política no estado |
Apesar do frio, milhares de paranaenses foram até a Boca Maldita para manifestar o descontentamento com a política no estado
 
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Paranaenses se mobilizam pela ética na política

A Gazeta do Povo acompanhou a mobilização que ocorreu em 13 cidades do Paraná nesta terça-feira (8) contra a corrupção na política e pediu a transparência no poder público. O movimento “O Paraná que Queremos” – encabeçado pela seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) – convocou a população para sair às ruas e pedir a moralização política na Assembleia Legislativa do Paraná.

O ato público foi convocado em protesto contra a existência de diários secretos com nomeações de funcionários fantasmas na AL e que levaram o Ministério Público (MP), após investigações da RPCTV e Gazeta do Povo, a rastrear um desvio milionário de recursos que envolve diretores e deputados estaduais em um esquema que perdura há pelo menos 20 anos.

Manifestação em Curitiba

21h26 – Os números com relação à participação dos cidadãos na mobilização em Curitiba são discrepantes. De um lado, a Polícia Militar afirmou que 4 mil pessoas passaram pelo ato na Boca Maldita e que 2,5 mil pessoas acompanharam toda a manifestação. Em contrapartida, os organizadores do ato afirmaram que aproximadamente 30 mil pessoas foram à Boca Maldita protestar contra a corrupção e pedir a moralização da Assembleia Legislativa.

Já nas manifestações que ocorreram no interior do Paraná, a estimativa é de que 6,7 mil pessoas tenham participado. 21h07 – Os discursos na Boca Maldita acabaram por volta das 20h30. Mas, estudantes permaneceram protestando no local até as 21 horas.

21h05 - O vice-presidente do grupo RPC, Guilherme Döring Cunha Pereira, ressaltou em seu discurso que a mobilização que ocorreu em 13 cidades do Paraná pode representar o nascimento de um novo estado, o qual será exemplo para o país e que não permitirá a corrupção nos órgãos públicos.“Não podemos admitir a corrupção na Assembleia Legislativa. A corrupção não é inevitável. É falso que isso sempre tenha sido assim e que tenha que continuar assim”, afirmou o vice-presidente da RPC. Mobilização em Paranaguá

20h59 - Em Paranaguá, no Litoral do estado, cerca de mil pessoas compareceram à Praça Fernando Amaro, no centro da cidade, de acordo com os organizadores. No local, um telão relembrava o escândalo, trazido à tona por reportagens da Gazeta do Povo e da RPCTV na série Diários Secretos. Após o Hino Nacional, o microfone foi aberto para que a OAB, lideranças religiosas e do comércio se manifestassem. No ato, estavam presentes o vice-prefeito de Paranaguá e diversos vereadores. Nenhum deles foi convidado a falar.

Na plateia, jovens, idosos e adultos atentos ao que era exposto. "Atos como esse têm o poder de derrubar o manto da impunidade. O rei vai se mostrar nu, e as pessoas vão entender o poder que possuem: o do voto. O eleitor vai conhecer quem é o herói e quem é o bandido", afirmou a chefe da Subseção de Paranaguá da OAB, Dora das Neves Schuller.

O bispo de Paranaguá, dom João Alves dos Santos, que também falou à população, afirmou que estava contente com a adesão. "É um momento muito importante, e deve ser visto como uma oportunidade de retomar um diálogo verdadeiro entre quem vota e os políticos", disse o bispo.

Mobilização em Imbituva

20h55 - Houve manifestação também em Imbituva, nos Campos Gerais. O ato foi organizado pelo padre Leocádio Vytkowski, conhecido pelo engajamento político. Às 19 horas, na praça em frente à paróquia de Santo Antônio, ele discursou sobre a importância de acompanhar a política e cobrar respeito ao que é público.

O promotor público da cidade, Eduardo Ratto Vieira, e pastores das igrejas Presbiteriana e Menonita também discursaram e, no final, houve orações e bênçãos.

Manifestação em Curitiba

20h44 - Um dos paranaenses engajados no movimento “O Paraná que Queremos” é o funcionário público Marcos Drischel. Para ele, a mensagem que a mobilização desta terça-feira (8) deixou foi a de que a população precisa acreditar e participar para que haja mudança na política paranaense. "Estou otimista com esse movimento e vou participar de todos os atos que ocorrerem", afirmou o funcionário público.

20h32 – Os estudantes também marcaram presença na mobilização na Boca Maldita. Representantes da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e da União Paranaense dos Estudantes (Upes) discursaram e puxaram o grito de “Fora Justus”. Os estudantes fizeram até um rap para defender o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa.

Ato em Umuarama

20h25 - A manifestação pela ética na política do Paraná também ocorreu em Umuarama, no Noroeste do Paraná. O ato começou às 18 horas, na Praça Miguel Rossafa, durou uma hora e serviu também para relembrar os desvios de aproximadamente R$ 500 mil no Legislativo Municipal, há quatro anos, e que ainda não foram esclarecidos nem teve ninguém punido.

Cerca de 200 pessoas entre estudantes, advogados e representantes dos mais diversos segmentos participaram da manifestação. No discurso, a presidente da APP-Sindicato, Sebastiana Ruiz Garcia disse que o movimento “O Paraná que Queremos” precisa cobrar um esclarecimento e punições também para as denúncias na Câmara de Umuarama.

Mobilização em Curitiba

20h14 – O presidente da OAB Paraná, José Lucio Glomb, fez a entrega simbólica do projeto de lei que pretende estabelecer mecanismos para garantir mais transparência na administração pública do Paraná. A entrega foi feita aos deputados estaduais que são favoráveis ao afastamento dos integrantes da Mesa Diretora da Assembleia.

20h05 – Os deputados estaduais Marcelo Rangel (PPS) e Tadeu Veneri (PT) discursaram na Boca Maldita e destacaram a importância da mobilização dos paranaenses. Os dois parlamentares apoiam o movimento “O Paraná que Queremos” e o afastamento dos membros Mesa Diretora da Casa de Leis.

1,5 mil pessoas na manifestação em Londrina

20h - O protesto contra a corrupção e desvios de dinheiro na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná reuniu aproximadamente pelo 1,5 mil pessoas em Londrina nesta terça-feira (8), segundo levantamento dos organizadores. A concentração no Calçadão começou às 17 horas, quando representantes começaram a série de discursos que pediram o afastamento dos integrantes da Mesa Diretiva.

Manifestação em Marechal Cândido Rondon

19h57 - Marechal Cândido Rondon, na região Oeste estado, foi outro município que participou do ato contra a corrupção. Na cidade, o ato público começou às 18 horas com a apresentação de um DVD com mensagens do movimento e um histórico dos escândalos na Assembleia Legislativa. O público foi estimado em 200 pessoas pelos organizadores, entre eles, a subseção da OAB na cidade, a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Marechal Cândido Rondon (Acimamar) e o Observatório Social da cidade.

O presidente da OAB no município, João César Portela, afirmou que o movimento foi importante para despertar o interesse das pessoas pelo assunto, e que a tendência é que a população da cidade se envolva cada vez mais com assuntos de interesse público. "Atingimos nosso objetivo, que era aproximar as pessoas do assunto, e conscientizá-las", afirmou.

Nos próximos dias, os organizadores também devem se reunir para avaliar os resultados do ato. "Com certeza, vamos continuar batendo nessa tecla. Manifestações como essa chamam a atenção e fazem com que as pessoas se envolvam mais", diz o presidente do Observatório Social, Marcelo Becker.

Mobilização em Paranavaí

19h45 – A mobilização contra a corrupção também ocorreu em Paranavaí, no Noroeste do estado. Segundo os organizadores, cerca de 400 pessoas compareceram ao ato público. Mais de mil bottons e 600 adesivos foram distribuídos a pedestres e motoristas. A manifestação na cidade começou às 17 horas para aproveitar o movimento de pessoas que saíam do trabalho ou que faziam compras no comércio.

O presidente da subseção da OAB em Paranavaí, Fábio Franco, afirmou que a manifestação foi considerada um sucesso. "Para um dia de semana, com o dia já escurecendo, considero um número muito bom". De acordo com ele, apenas representantes da OAB e da Associação Comercial e Industrial de Paranavaí (Aciap) puderam discursar. "Para que a manifestação não perdesse de vista o seu objetivo, que é ser uma manifestação apartidária".

O presidente da Aciap, Carlos Augusto da Costa, disse que o próximo passo é trabalhar para que o próprio movimento não perca seu foco. "Ele não pode morrer. Se não continuarmos, tudo que fizemos até agora perde o sentido. Por isso, nos próximos dias, vamos fazer um balanço de hoje e partir para novas ações".

Ato em Curitiba

19h40 - “Essa caminhada não acaba nesta mobilização. A manifestação acabará no dia 3 de outubro – nas urnas -, quando faremos a limpeza na Assembleia Legislativa do Paraná”, afirmou o presidente da Força Sindical, Sérgio Butka.

19h34 – O pedido de ética na política e moralização da Assembleia Legislativa continuou dando o tom aos discursos na Boca Maldita. A questão foi defendida por oradores de diversos segmentos, tais como: o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante; o jurista René Dotti; o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures; o presidente da Força Sindical, Sérgio Butka, entre outros. Eles ressaltaram que a corrupção é um mal do Brasil e que o Paraná está dando exemplo para o país.

19h21 – Um dos políticos que apoia o movimento “O Paraná que Queremos” e participou da mobilização na capital paranaense foi o deputado federal Dr. Rosinha (PT). Segundo o parlamentar, as manifestações em todo o estado mostram que os paranaenses sabem o que querem. “A população quer ética na política”, disse o deputado petista.

19h06 – População cantou o Hino Nacional na Boca Maldita, em Curitiba. O coro foi puxado por Mel Maia, atriz e cantora paranaense.

19h – O presidente da OAB Paraná, José Lucio Glomb, defendeu o afastamento da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e afirmou que o “povo diz chega à corrupção”. Segundo Glomb, o passado cabe à Justiça julgar, mas o futuro pode ser mudado por meio do voto consciente. “O futuro depende de nós e mudaremos votando em políticos de ficha limpa”, afirmou o presidente da OAB-PR.

18h52 – O vice-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Alberto de Paula Machado, disse que a mobilização desta terça-feira é um marco histórico. Machado afirmou que “a corrupção é uma doença que atinge os órgãos públicos” e também ressaltou a necessidade do afastamento da Mesa Diretora da Casa de Leis.

18h49 - Um dos manifestantes que foi até a Boca Maldita para pedir ética na política foi Nilvo Genova, 60 anos, economista aposentado pelo Banco Central. Vestindo uma camiseta com a frase “Fora Justus”, ele defendeu o afastamento da Mesa Diretora da Assembleia. “O Brasil está entregue a uma classe política podre. Precisamos lutar contra isso”, opinou o economista aposentado.

Mobilização em Maringá

18h23 - A mobilização também já começou em Maringá, no Noroeste do Paraná. Centenas de pessoas foram até a Praça da Rodoviária Velha, para a manifestação contra a corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná.

O protesto começou por volta das 17h30 desta terça-feira (8), quando cerca de 100 pessoas se reuniram para uma passeata e um buzinaço na região central da cidade. Por volta das 18h, lideranças políticas e empresariais, além de populares empunhavam várias faixas.

Segundo o organizador do movimento e vice-presidente da OAB-Maringá, César Moreno, o objetivo é demonstrar a indignação da sociedade frente aos desmandos que vêm sendo denunciados. “Essa é a oportunidade de fazermos uma reflexão e defendermos a democracia. Vamos propor a discussão em vários âmbitos, como escolar, familiar e no trabalho. É um momento ímpar para colocarmos nossa liberdade de expressão”, disse.

Manifestação em Curitiba

18h10 – O show da banda Blindagem começou em Curitiba. A mobilização na Boca Maldita era grande. Milhares de pessoas aguardavam o início da manifestação contra a corrupção, na capital paranaense.

A concentração já ocupava o Calçadão da Rua XV – da Boca Maldita até o Palácio Avenida. Bandeiras do Brasil e do Paraná estavam sendo distribuídas no local.

Protesto em Londrina

17h30 - A mobilização começou em Londrina, no Norte do Paraná, por volta das 17 horas. Aproximadamente 50 pessoas já estavam no Calçadão, no Centro da cidade, onde se concentrará a manifestação.

“A sociedade está voltando a se envolver, depois de uma série de movimentos em Londrina, que já teve até cassação de prefeito”, afirmou o diretor do Sindicado dos Bancários de Londrina, Geraldo Fausto dos Santos, referindo-se à cassação do ex-prefeito Antonio Belinati, hoje deputado estadual e que se manifestou contra o afastamento da Mesa Diretiva.

Os participantes devem cantar os hinos do Paraná e de Londrina. Também continua a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado que pede o afastamento ou a renúncia de Nelson Justus (PMDB) e Alexandre Curi (PMDB), respectivamente presidente e 1º secretário da AL. Ambos são acusados de contratar uma rede de parentes e apaniguados políticos que contribuíram diretamente para o desvio de recursos da Assembleia do Paraná.

E você se mobilizou por um voto mais consciente? Deixe seu comentário abaixo

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