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Denúncia

Ex-funcionário diz ao MP que Luiz Abi fazia caixa para campanhas de Richa

Marcelo Caramori, fotógrafo que trabalhava no governo e foi preso em janeiro, fez afirmação em depoimento ao Ministério Público

  • Londrina
  • Fábio Silveira, do Jornal de Londrina
Luiz Abi Antoun, preso na Operação Voldemort, do Gaeco: partido do governador nega que ele tenha sido arrecadador de recursos para a campanha eleitoral. | Roberto Custodio/Jornal de Londrina
Luiz Abi Antoun, preso na Operação Voldemort, do Gaeco: partido do governador nega que ele tenha sido arrecadador de recursos para a campanha eleitoral. Roberto Custodio/Jornal de Londrina
 
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O fotógrafo Marcelo Caramori afirmou em depoimento ao Ministério Público que o empresário Luiz Abi Antoun seria o grande “caixa financeiro” do governador Beto Richa (PSDB), sendo responsável por arrecadar dinheiro para campanhas eleitorais. De acordo com Caramori, preso em janeiro sob acusação de envolvimento em um esquema de exploração sexual de adolescentes, Abi Antoun teria organizado um esquema criminoso que envolveria a colocação de pessoas em “pontos estratégicos” da estrutura do governo do estado. O PSDB negou todas as acusações (leia abaixo).

Em depoimento prestado no dia 5 de fevereiro, Caramori afirma que Abi se incumbe de “bancar campanhas políticas e arrecadar dinheiro proveniente dos vários órgãos do estado”. Nas investigações do Gaeco, assim como nos bastidores da política estadual, Luiz Abi, que é parente distante de Richa, é tido como alguém influente no governo, embora não ocupe cargo na administração pública. Conforme Caramori, Abi teria poder para indicar ocupantes de cargos comissionados “em pontos estratégicos do estado”, como “chefes de fiscalização e das polícias”. Caramori afirma ainda que Abi “exerce fundamental tarefa nesse esquema de arrecadação”.

Abi é um dos sete indiciados pelo Gaeco na Operação Voldemort, que investiga a denúncia de que o empresário liderou o grupo suspeito de fraudar a licitação que resultou na contratação emergencial da Providence Auto Center, oficina que consertava os carros do governo na região. O Gaeco sustenta que Abi seria o verdadeiro proprietário da Providence e que usaria como “laranja” Ismar Ieger, que aparece como dono oficial da empresa.

No mesmo depoimento Caramori estabelece a relação entre Abi e o ex-inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual, Márcio de Albuquerque Lima, que teve a prisão decretada em outra operação do Gaeco, a Publicanos. A operação investiga um esquema de sonegação que funcionaria na Delegacia da Receita na cidade. Os fiscais e auditores investigados são acusados de cobrar propina de empresários que tinham dívidas com a Receita. Em troca, eles quitariam as dívidas sem que o estado recebesse o dinheiro.

Segundo Caramori, “Lima exerce importante tarefa” no esquema de arrecadação que teria sido montado por Abi. O ex-assessor afirma que a importância de Lima no esquema teria justificado sua nomeação para o cargo de Inspetor Geral de Fiscalização da Receita, em junho do ano passado. A responsabilidade pela nomeação seria do próprio governador.

Lima, que é companheiro de equipe de Beto Richa nas provas automobilísticas das 500 milhas de Londrina, ficou no cargo de Inspetor Geral de Fiscalização até 2 de março, três dias antes do Gaeco cumprir um mandado de busca e apreensão no seu escritório, em Curitiba.

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