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Executivos da Odebrecht e Lava Jato fecham a delação “bombástica”

Ao todo, são mais de 70 diretores e funcionários da empreiteira que vão colaborar com as investigações em troca de penas menores. Até 300 políticos podem ser citados

  • Da Redação, com Estadão Conteúdo
  • Atualizado em às
Sede da Odebrecht em São Paulo, onde funcionava o departamento da propina. | Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress
Sede da Odebrecht em São Paulo, onde funcionava o departamento da propina. Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress
 
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A negociação da delação premiada dos executivos da empreiteira Odebrecht com a força-tarefa da Operação Lava Jato foi fechada. Restam apenas as formalidades de assinatura do acordo. Parte dos advogados de delatores começou a assinar a colaboração premiada nesta quarta-feira (23) e outra parte fará a formalização na quinta. Segundo apuração da reportagem, são mais de 70 executivos delatores ao todo. Com a delação, cada um dos funcionários da empresa obteve acordo por uma pena mais amena nos processos referentes à Lava Jato.

Confira os meandros da delação-chave da operação

A delação dos executivos da Odebrecht é considera a mais bombástica até agora na Lava Jato. Não só pelo número de delatores. Mas pela quantidade de políticos e autoridades que podem estar envolvidas. No primeiro semestre, durante a 23.ª fase da Lava Jato, quando os investigadores descobriram o departamento de propina da empreiteira, foram coletados documentos que citam repasses de dinheiro para cerca de 300 políticos.

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Advogados e procuradores envolvidos na negociação querem assinar toda a documentação relativa aos acordos até quinta-feira, antes de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, embarcar em viagem internacional. Na sexta-feira (25), Janot viaja para a China, onde fica até o próximo dia 4.

Apesar de a fase de negociação estar praticamente concluída, o material ainda não será enviado ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Antes de encaminhar as delações para homologação, os procuradores precisam concluir a validação de depoimentos dos delatores, o que pode se estender até as vésperas do recesso do Judiciário, que terá início em 20 de dezembro.

Janot se reuniu nesta quarta com procuradores e advogados que participam em Brasília de um seminário internacional sobre sistema acusatório. Na saída, se recusou a falar com jornalistas sobre o acordo de delação, mantido sob sigilo.

A expectativa é de que após a formalização das delações, a Odebrecht divulgue um comunicado à sociedade sobre a situação do grupo.

Acordo de leniência

As negociações para a Odebrecht fechar o acordo de leniência (espécie de colaboração premiada de empresas) também estão quase no fim. O último entrave na mesa, neste momento, é relacionada ao valor que será pago pela empresa aos Estados Unidos, como multa negociada entre as autoridades americanas, o Brasil e a Suíça. Os Estados Unidos pressionam por um valor maior, o que gerou um impasse na reta final das negociações.

Na tarde desta quarta-feira, Janot entrou pessoalmente nas negociações para resolver a questão. O valor da multa a ser paga pela empresa já estava acertado com a Odebrecht. Como o dinheiro será repartido entre os três países, a exigência de montante maior pelos americanos gerou um entrave na negociação. O empecilho, segundo apurou a reportagem, deve ser resolvido entre a tarde desta quarta-feira e quinta. Há dois caminhos possíveis: ou aumenta a multa a ser paga pela empresa ou Brasil e Suíça liberam uma parte do valor para equacionar o impasse.

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