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Carne fraca

Fiscal suspeito fez repasses a servidor do Paraná ligado a Stephanes Júnior

Deputado estadual é filho do ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes

  • Brasília
  • Catarina Scortecci, correspondente
  • Atualizado em às
Stephanes Júnior: ex-chefe de gabinete recebeu dinheiro de fiscal preso na Operação Carne Fraca. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Stephanes Júnior: ex-chefe de gabinete recebeu dinheiro de fiscal preso na Operação Carne Fraca. Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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Ex-chefe de gabinete do deputado estadual Stephanes Júnior (PSB), Luiz Santamaria Neto recebeu dinheiro de um dos principais nomes do esquema de propina que, segundo a Polícia Federal, funcionava no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). De acordo com as investigações da PF, os depósitos totalizaram R$ 23 mil e foram feitos nos anos de 2012 e 2014. Stephanes Júnior é filho de Reinhold Stephanes, que esteve no comando do Ministério da Agricultura entre 2007 e 2010, na gestão Lula. Hoje, como suplente em exercício, o ex-ministro ocupa uma das cadeiras de deputado federal pelo PSD do Paraná. Tanto o pai quanto o filho já foram filiados ao PMDB.

A PF anotou três transferências – nos valores de R$ 12 mil, R$ 1 mil e R$ 10 mil – feitas para Santamaria Neto pelo chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura (UTRA) de Londrina, Juarez Santana, alvo de um mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira (17). Entre as informações prestadas pela PF à Justiça Federal para dar base à ação da semana passada, consta que Juarez Santana tinha seu “núcleo criminoso próprio”, sem conexão direta com o esquema que seria comandado em Curitiba, pelo ex-superintendente do Mapa no Paraná Daniel Gonçalves Filho.

LEIA MAIS: Confira a cobertura completa da Operação Carne Fraca

O “modus operandi”, contudo, seria praticamente o mesmo. De maneira geral, para fazer “vista grossa” nas fiscalizações, havia cobrança de propina - dinheiro ou mesmo em mercadorias - junto aos empresários dos frigoríficos. “Juarez chega a pedir até ovos e comida para cachorro, sendo distribuído depois para os membros da organização criminosa”, descreve a PF. Nesta terça-feira (21), a reportagem não conseguiu localizar o advogado de defesa de Juarez Santana.

A PF escreve que os três valores repassados a Santamaria Neto por Juarez Santana “chamam atenção”, sugerindo “ligações suspeitas”, mas não se debruça sobre os depósitos, realizados em novembro de 2012 e em janeiro e setembro de 2014. No período, Santamaria Neto, que é servidor estadual, estava cedido para a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, onde trabalhava para o deputado estadual Stephanes Júnior.

Deputado estadual teria negócios com rede de empresas ligada ao chefe da Carne Fraca

Originalmente, Santamaria Neto pertence aos quadros da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do governo do Paraná, mas está cedido para a Assembleia ao menos desde o primeiro mandato de Stephanes Júnior como deputado estadual, iniciado em 2007. Hoje, Santamaria Neto continua afastado da Seab. Conforme informação disponível no site do Legislativo, ele está oficialmente lotado no setor administrativo da Assembleia

Por telefone, a reportagem não conseguiu localizá-lo até o fim da tarde de terça-feira (21). A PF chegou a pedir um mandado de condução coercitiva para Santamaria Neto. No gabinete de Stephanes Júnior, funcionários confirmam que Santamaria Neto não trabalha mais lá. A reportagem não conseguiu falar diretamente com o parlamentar.

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