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Antonio Palocci foi preso em 26 de setembro na Operação Omertà. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Antonio Palocci foi preso em 26 de setembro na Operação Omertà.| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

A Operação Lava Jato encontrou 44 contratos de consultorias milionários com grandes empresas dos mais variados setores do país firmados com a Projeto, empresa do ex-ministro Antonio Palocci.

Chamou a atenção dos investigadores, porém, o fato de a empresa ter registrado uma folha de pagamento com apenas oito funcionários, em 2013, que foi reduzida para cinco neste ano.

O juiz Sergio Moro bloqueou R$ 30 milhões da empresa, que foi alvo de buscas da Operação Omertà – a 35ª fase da Lava Jato, no dia 26 setembro. Palocci foi preso no mesmo dia. Segundo a força-tarefa, ele atuava como intermediador dos interesses da Odebrecht nos governos do PT e teria recebido R$ 128 milhões do “departamento de propinas” da empreiteira.

A Projeto mantinha em seu quadro de funcionários um administrador, com salário de R$ 8,3 mil; uma assistente administrativa (R$ 7,1 mil); uma funcionária autônoma (R$ 3 mil); e dois motoristas (R$ 4,6 mil e R$ 3,2 mil). Constam ainda como sócios o ex-ministro e seu sobrinho André Palocci, ambos com salários de R$ 3 mil.

Nas buscas na Projeto, a Polícia Federal não encontrou nenhum contrato com a Odebrecht. Foram localizados contratos com empresas da indústria alimentícia, assistência médica, bancos, entre outras. “Não se verificou a presença de documentos que indiquem a prestação dos serviços constantes dos contratos arrecadados na empresa Projeto Consultoria”, assinalou o escrivão da PF João Paulo de Alcântara, responsável pelo relatório das buscas.

Defesa

O advogado José Roberto Batochio, que defende Palocci, reagiu com indignação às suspeitas lançadas pela PF sobre as atividades do ex-ministro e de sua empresa.

“É preciso deixar claro de uma vez por todas que esse tipo de prestação de serviços tem caráter pessoal, pelo nome, prestígio e pela capacidade profissional”, afirmou Batochio, referindo-se ao ex-ministro da Fazenda (governo Luiz Inácio Lula da Lula) e da Casa Civil (governo Dilma Rousseff).

“Por serviços efetivos as empresas pagaram. Tudo dentro da legalidade e da normalidade e oferecida à tributação”, disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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