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O que é preciso para começar um escritório de advocacia?

  • Katna Baran
O amigos Eric Sdroiewski, Yoahann Sade, Vinícius Presente e Thuan Gritz apostaram em abrir um escritório de advocacia logo que saíram da faculdade. | Antônio More/Gazeta do Povo
O amigos Eric Sdroiewski, Yoahann Sade, Vinícius Presente e Thuan Gritz apostaram em abrir um escritório de advocacia logo que saíram da faculdade. Antônio More/Gazeta do Povo
 
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Um bom planejamento. Este foi o lema inicial seguido pelos jovens advogados Yohann Sade, Vinícius Presente, Thuan Gritz e Eric Sdroiewski quando resolveram, ainda na faculdade, em 2012, montar uma sociedade de advogados. Agora, pouco mais de um ano depois da abertura do escritório, eles já colhem os frutos do trabalho, que incluem a formação de uma boa cartela de clientes e um lucro crescente.

“Nas primeiras reuniões de planejamento, nós estávamos preparados para ficar dois anos sem receber nada”, conta Gritz. As dificuldades, segundo os sócios, começaram já na formação. A maior parte das faculdades de Direito não oferece uma base administrativa ou de gestão de escritórios. “Se fala muito da prática, do trabalho, mas atender o cliente é uma coisa, gerir um escritório é outra”, destaca Sade.

Para superar os problemas, os advogados contaram com a ajuda de familiares, tanto no apoio profissional – com o pai de Vinícius, que é contador –, quanto financeiro. O restante, foi surgindo, como eles mesmos explicam. “O mercado está cheio de profissionais medianos, então fizemos questão de eleger um diferencial, que é o atendimento personalizado do cliente para nos destacarmos”, diz Vinícius.

Treinamento

Cursos de gestão de escritórios, oferecidos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e estágios em grandes sociedades de advogados também foram diferenciais para o início da carreira, como apontam os profissionais. “Cada um vivenciava a rotina de diferentes escritórios e, no período de planejamento, a gente expôs uns para os outros o que deu certo e errado, e montamos nossa própria prática”, explica Vinícius.

A reunião de ideias foi fundamental ainda para obter os primeiros clientes e é recurso usado até hoje para fixar os honorários conforme o caso, por exemplo. “A questão do dinheiro afugenta as pessoas dos escritórios no início da carreira, mas resolvemos estipular isso mais por vivência do que por algo tabelado. Claro que, quando chegamos a um valor, não baixamos, até para não desvalorizar a profissão”, conta Yohann.

Dicas

Pensando nas dificuldades que novos profissionais da área do Direito enfrentam quando pretendem abrir um escritório, o caderno Justiça & Direito montou um guia básico de dicas para os iniciantes. Segundo os sócios recém-formados, a grande dúvida dos novos advogados é: como angariar clientes? “A indicação de pessoas conhecidas, seja dentro ou fora do Direito, é essencial”, acredita Eric.

Além de planejamento e força de vontade, para os entrevistados, paciência é fundamental para abrir o próprio negócio. “Muitos estabelecem como meta ganhar dinheiro agora. Sozinhos, talvez estaríamos ganhando mais, mas não teríamos amplitude a longo prazo”, observa Thuan. A experiência, para eles, é gratificante. “Nada melhor do que acordar e lembrar que você vai para o seu próprio escritório”, destaca Vinícius.

Fontes: Sabrina Becue, presidente da Comissão do Advogado Iniciante da OAB-PR; Sade, Presente, Gritz & Sdroiewski Advogados Associados; Marcello Lombardi, advogado.

Marketing jurídico ajuda aposta em criar referências

Para o advogado que está pensando em abrir um escritório, mas não possui muito conhecimento em planejamento, em gestão e mesmo em ferramentas de marketing, existem diversas empresas que fazem esse trabalho de forma terceirizada. “É até uma forma mais econômica para o iniciante, que não vai precisar levar profissionais dessas áreas para o escritório”, aponta Alexandre Teixeira, especialista em marketing jurídico.

O profissional destaca ainda que, cada vez mais, para conquistar clientes, é preciso que os escritórios se preocupem com uma marca própria. “É importante que as pessoas percebam as áreas de atuação do escritório, que o advogado seja uma referência na área, que saiba se posicionar e que as pessoas conheçam o que ele faz. Assim, ao longo do tempo, ele cria uma relação e atinge seu objetivo profissional”, destaca.

Audiências

Enfrentar um advogado experiente ou mesmo outros operadores do direito – como promotores e juízes – em uma audiência é o grande temor de novos profissionais da área. E o planejamento também aparece aqui como essencial, conforme aponta o advogado Marcello Lombardi, autor do livro Audiência – Técnica e Arte.

“A audiência deve ser preparada, não se pode comparecer ao ato sem planejamento”, observa o profissional. Ele aponta ainda que, diferentemente do que se acreditava no passado, saber orientar partes e testemunhas para uma audiência é fundamental para o advogado. “A parte tem que ir à audiência preparada, até para se sentir segura”, diz.

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