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MPF pede condenação de André Vargas, do irmão dele e de publicitário

De acordo com os procuradores, o ex-deputado atuava junto a Caixa Econômica Federal e ao Ministério da Saúde para favorecer a empresa Borghi Lowe em contratos de publicidade

Ex-petista está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Ex-petista está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
 
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O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira (28) a condenação do ex-deputado André Vargas, de seu irmão Leon Vargas e do publicitário Ricardo Hoffmann no processo que trata de irregularidades em contratos de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. Nas alegações finais apresentadas nesta sexta, o MPF afirma que Vargas recebeu R$ 1,1 milhão em propina para facilitar a contratação da empresa de publicidade Borghi Lowe.

André e Leon Vargas também são acusados de lavar dinheiro da corrupção por meio das empresas LSI e Limiar, que pertenciam a Leon. O publicitário Ricardo Hoffmann é acusado de pagar propina para a obtenção de contratos de publicidade junto a órgãos federais.

O MPF pede que a pena do ex-deputado seja agravada, já que Vargas possuía cargo público na época em que praticou os crimes. “Não obstante, André Vargas simplesmente desprezou o total apoio conferido por seus eleitores, vindo a influenciar na tomada de decisões da Administração Pública em seu benefício próprio”, alegam os procuradores.

O MPF pede também o pagamento de reparação de danos de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos.

Outro lado

A advogada de André Vargas, Nicole Trauczynski, disse que não vai comentar o pedido do MPF e que a defesa do ex-deputado só vai se manifestar nos autos.

O advogado Alexandre Loper, que defende Leon Vargas, afirmou que ainda não analisou as alegações do MPF e não quis comentar o assunto.

Por meio da assessoria de imprensa, o advogado de Ricardo Hoffmann, Marlus Oliveira, afirmou que vai analisar o documento do MPF e que apresentará as alegações da defesa até a próxima sexta-feira (4).

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