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O deputado federal paranaense Rubens Bueno assinou nota em que critica a decisão da procuradoria. | Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O deputado federal paranaense Rubens Bueno assinou nota em que critica a decisão da procuradoria.| Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Um grupo de líderes de partidos da oposição na Câmara divulgou neste domingo (30) nota criticando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por ter arquivado um pedido de investigação sobre supostas irregularidades na prestação de contas da campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff. O texto, assinado pelos líderes do PSDB, DEM, Solidariedade e PPS, diz que os termos da decisão causaram “grande estranheza” e que Janot parece querer “dar lições” ao T ribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Causou grande estranheza nas oposições os termos da decisão assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinando o arquivamento do pedido de investigação referente às contas da campanha da presidente da República, Dilma Rousseff. Não obstante os fortes indícios de irregularidades apontados, o despacho do procurador parece querer dar lições ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e às oposições”.

O grupo diz que continua aguardando “imparcialidade” da PGR para que continue cumprindo o papel de “guardiã dos interesses da sociedade”. E destaca que a “pacificação social” citada por Janot em seu despacho só ocorrerá quando as dúvidas sobre o processo eleitoral forem esclarecidas.

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“Acreditamos, da mesma forma, que a “pacificação social” aludida pelo procurador só virá quando não pairarem dúvidas sobre os métodos utilizados pelos candidatos para vencer eleições, sobretudo quando um dos concorrentes, no caso a presidente Dilma, ter anunciado, um ano antes do início do processo eleitoral, que eles poderiam “fazer o diabo quando é hora de eleição””, destacam.

Assinam a nota os deputados Rubens Bueno, líder do PPS, Carlos Sampaio, líder do PSDB, Arthur Maia, líder do SD, e Mendonça Filho, líder do DEM.

Janot, que foi reconduzido semana passada ao cargo com o apoio da presidente Dilma Rousseff, alfinetou a oposição em um parecer no início deste mês, ao dizer que “não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobrevêm, os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”.

No parecer, datado de 13 de agosto, Janot arquivou um pedido de investigação sobre supostas irregularidades na prestação de contas da campanha de 2014 da presidente. A abertura da apuração havia sido solicitada em maio pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que também é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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