Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

story
Enkontra.com
PUBLICIDADE

Paralisação

Sem aprovação de redução da jornada para todos, servidores da saúde mantêm greve

Vereadores aprovaram, em primeira votação, projeto que beneficia cerca de 4 mil servidores, mas exclui outros mil trabalhadores. Com isso, paralisação é mantida e servidores realizam protestos

 
0 0 COMENTE! [0]
TOPO

Como o projeto de lei que prevê a redução da carga horária para servidores municipais da saúde foi aprovado em primeira votação, mas não contempla toda a categoria, os trabalhadores decidiram manter a greve e realizar novos protestos nesta quarta-feira (7). O projeto que altera a duração da jornada de trabalho dos funcionários da saúde de 40h para 30h semanais ainda precisa ser votado em segundo turno na Câmara antes de seguir para a sanção do prefeito Luciano Ducci (PSB). A paralisação começou na segunda-feira (5) e já afeta serviços na área de saúde na cidade.

Nesta quarta-feira (7), os trabalhadores estão concentrados em frente a Secretaria Municipal de Saúde, na Rua Francisco Torres, na região do Batel. Segundo a Diretoria de Trânsito (Diretran), da Urbanização de Curitiba (Urbs), cerca de 70 pessoas estão no local. Por volta das 9h45, um trecho da Rua Francisco Torres, entre as avenidas Visconde de Guarapuava e Sete de Setembro, estava bloqueado.

Segundo a diretora de assuntos jurídicos do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues, os servidores planejam fazer um ato em frente a secretaria pela manhã. Durante a tarde, os trabalhadores têm uma reunião com a secretaria de recursos humanos e esperam que a discussão da jornada de trabalho possa entrar na pauta. Além disso, eles devem acompanhar a sessão na Câmara de Vereadores. A programação é semelhante ao que foi feito durante a terça-feira.

Imbróglio

A maioria dos funcionários públicos da saúde (enfermeiros, técnicos em enfermagem, técnicos em higiene dental, auxiliares de consultório dentário e auxiliares) foi incluída no projeto de lei que altera a carga horária semanal da categoria. O protesto dos demais, que formam grupo de quase 1,2 mil, é para que todos os servidores sejam incluídos. A presidente do Sismuc, Marcela Alves Bomfim, diz que a alegação da prefeitura é que nem todos os servidores são da saúde.

De acordo com o Sismuc, os serviços do Laboratório Municipal, da área de saúde da família, vigilância sanitária e dispensação de medicamentos para a aids e psicotrópicos podem ser afetados pela paralisação. Na segunda-feira, não foram realizados atendimentos no Laboratório Municipal e os grupos que prestam apoio à saúde no trabalho com idosos, por exemplo, não atuaram.

Siga a Gazeta do Povo e acompanhe mais novidades

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Vida Pública

PUBLICIDADE