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Sergio Moro participa do velório de Teori e diz: “foi um verdadeiro herói”

Corpo do ministro do STF está sendo velado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4)

  • Estadão Conteúdo
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Juiz Sergio Moro durante o velório de Teori Zavascki em Porto Alegre | Jefferson Bernardes/AFP
Juiz Sergio Moro durante o velório de Teori Zavascki em Porto Alegre Jefferson Bernardes/AFP
 
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O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, afirmou neste sábado (22) que, pela importância dos processos que Teori Zavascki julgava, “ele foi um verdadeiro herói”. A declaração foi dada após ele participar do velório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que relatava a Lava Jato na corte e morreu em um acidente aéreo na quinta-feira (19).

Em um rápido pronunciamento à imprensa, Moro disse que veio prestar sua homenagem junto com outros juízes federais e que todos estão muito consternados, especialmente na área do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), onde Teori fez sua carreira.

Moro se recusou a responder perguntas sobre como ficaria a relatoria da Lava Jato no STF com a morte de Teori e disse que veio apenas participar do velório.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli disse que não é o momento de se conversar sobre quem herdará a relatoria da Lava Jato na corte com a morte de Teori Zavascki. Em breve declaração durante o velório do colega, Toffoli comentou que ele será lembrado pela simplicidade e humildade. “É uma perda pessoal que nos abala muito. Eu vim dar um beijo em um grande amigo”, comentou.

Já o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo de Tarso Vieira Sanseverino comentou que a vida de Teori é “um exemplo que indica como deve proceder um magistrado nas altas funções da República”. Questionado, ele disse ser da opinião de que a relatoria da Lava Jato deveria ser redistribuída entre os atuais ministros do STF. “Não se deve deixar a relatoria para o novo ministro que vai assumir. Seria uma situação política extremamente delicada. Vários senadores estão sendo investigados na Lava Jato. Isso criaria uma situação embaraçosa politicamente, com as pessoas que vão ser julgadas analisando o futuro julgador”, afirmou.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Luiz Fernando Wowk Penteado, afirmou acreditar que a morte de Teori não deve prejudicar a Lava Jato. “As investigações correm por impulso do Ministério Público e sob controle da Polícia Federal. Certamente há juízes no País com condições de assumir as funções. Teori deixa uma lacuna, mas há juízes capacitados, com condição de levar adiante e com êxito as investigações e processos”, comentou após participar do velório.

Perguntado sobre a possibilidade de a presidente do STF assumir a homologação das delações premiadas da Odebrecht, que estava sendo feita por Teori, Sanseverino disse que seria preciso analisar bem o regimento interno da corte, mas pensa que “seria uma solução bem razoável”.

Já o diretor da faculdade de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Danilo Knijnik, comentou que toda a magistratura está “chorando a morte de um grande brasileiro, um grande magistrado e um grande professor”. “Ele deixa um vazio que não será preenchido, mas também não será esquecido. Temos de honrar o legado que ele nos deixou”.

Presenças

A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, também esteve no local, mas retornou para seu hotel, para descansar. Ela acompanhou com a família ao longo de toda a madrugada os trâmites para o transporte do corpo do Rio de Janeiro para a capital gaúcha.

O presidente Michel Temer deve chegar ao velório por volta das 13 horas. Estava previsto um pronunciamento dele e de Cármen, mas agora não há mais confirmação sobre isso. Apesar da informação de que o velório seria aberto ao público às 11 horas, na verdade somente amigos, familiares e autoridades poderão participar. A família está muito consternada e não quer autorizar, por exemplo, que a imprensa faça imagens do corpo.

Um funcionário do Grêmio trouxe uma bandeira para ser colocada sobre o caixão. Torcedor fanático do time, Teori foi conselheiro do clube por quase 30 anos. Também compareceu ao velório a ex-cunhada do ministro Loeni Falcão. Seguindo o discurso do filho de Teori, Francisco Zavascki, ela disse que “prefere acreditar” que a queda do avião que vitimou o jurista, em Paraty (RJ) tenha sido um acidente.

Além de Temer e Cármen Lúcia, também devem participar do velório o governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori (PMDB), e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Temer deve viajar acompanhado do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. A ex-presidente Dilma Rousseff, que mora em Porto Alegre, está em viagem ao exterior e não deve comparecer.

Velório

O corpo do ministro do STF Teori Zavascki chegou às 8h20 na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª região, em Porto Alegre, após ter saído da Base Aérea de Canoas, onde o avião da Fab que o trouxe pousou às 7h20.

Teori será velado na sede do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região, do qual foi presidente e onde atuou por mais de 14 anos. A família terá uma hora de privacidade e o velório deve ser aberto ao público a partir das 11 horas. O enterro está previsto para 18 horas, no cemitério Jardim da Paz. Apesar de ser catarinense, Teori fez boa parte de sua carreira em Porto Alegre.

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