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Aniele Nascimento/Arquivo Gazeta do Povo

Aniele Nascimento/Arquivo Gazeta do Povo / Delegado Zuba foi assassinado durante uma abordagem realizada em um camping de Pontal do Paraná Delegado Zuba foi assassinado durante uma abordagem realizada em um camping de Pontal do Paraná
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Delegado de Pontal do Paraná é assassinado durante abordagem

José Antonio Zuba de Oliva foi morto a tiros durante uma operação em um acampamento. Um funcionário público que acompanhava a ação policial também foi morto

24/08/2010 | 11:06 | atualizado em 24/08/2010 às 16:31
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O delegado de Pontal do Paraná, José Antonio Zuba de Oliva, foi assassinado na manhã desta terça-feira (24), durante uma abordagem policial. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o delegado foi morto durante uma operação realizada em um camping da cidade.

Segundo informações repassadas pela Delegacia de Polícia Civil de Pontal, o delegado Zuba saiu da delegacia, por volta de 9h40, acompanhado de duas investigadoras e um homem que era um colaborador da polícia local. Eles foram averiguar uma denúncia de que havia homens armados em um camping da cidade. De acordo com a Sesp, as duas policiais foram rendidas e Zuba e o outro homem foram atingidos pelos tiros.

Zuba morreu na hora. O funcionário público Adilson da Silva chegou a ser encaminhado para Hospital Regional de Paranaguá, mas não resistiu aos ferimentos e também morreu. O servidor trabalhava na Prefeitura de Pontal do Paraná e, há cerca de dois meses, foi cedido para a delegacia da cidade para cumprir funções administrativas. Silva também participava da operação desta manhã, pois foi ele quem recebeu a denúncia sobre as pessoas armadas no camping Olho d´Água, localizado no balneário Carmery.

A Sesp informou que um dos suspeitos pelo crime foi preso, por volta do meio-dia, mas a identidade dele não foi revelada. Outros sete homens teriam envolvimento com o duplo homicídio, segundo a secretaria, e são procurados. Dois veículos com placas do Rio de Janeiro - um BMW e um Fiat Marea - foram abandonados pelos criminosos e localizados no balneário de Junara, em Matinhos.

A investigação do caso será comandada pelo delegado-chefe do Litoral, José Sudário da Silva, e vai contar com o apoio de equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) da capital. A Polícia Militar (PM) e a Polícia Rodoviária Federal também dão apoio aos trabalhos.

Velório

O corpo do delegado Zuba será velado ainda nesta terça-feira na Câmara de Paranaguá. A cremação deve ser realizada na quarta-feira (25) em Curitiba. Zuba deixa mulher e dois filhos. Já o velório de Adilson da Silva também ocorre nesta terça no balneário Shangri-lá, na igreja Assembleia de Deus.

Investigações

O delegado Zuba, como era chamado, esteve à frente das investigações de pelo menos três casos de repercussão estadual: o assassinato da psicóloga Telma Fontoura, o envolvimento do filho do ex-prefeito de Pontal do Paraná com roubo de carga de cigarro, e o incêndio no fórum da cidade.

O caso mais recente é o da prisão de Jean Antônio da Silva, de 23 anos, no dia 16 de agosto. Silva é filho do ex-prefeito de Pontal do Paraná, José Antônio da Silva. O jovem teria participado do roubo de uma carga de cigarros da empresa Souza Cruz em Curitiba, no mês de julho. A participação da mãe de Jean também era investigada pela equipe do delegado Zuba.

Zuba conduziu a investigação da morte da psicóloga Telma Fontoura, assassinada em 11 de julho, entre os balneários de Barrancos e Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. Dois dias após o crime, Paulo Estevão de Lima foi preso, acusado de ter matado a psicóloga. Lima já foi denunciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele nega qualquer envolvimento com o crime.

Outro caso investigado pelo delegado era o do incêndio no Fórum de Pontal do Paraná, no dia 19 de julho. O fogo consumiu o pavimento superior do prédio, que tem dois andares e fica situado no bairro de Ipanema. Equipamentos eletrônicos e computadores foram furtados pelos bandidos. Zuba havia descartado a hipótese de que os incendiários tenham ateado fogo no prédio para destruir processos. A polícia trabalha com a possibilidade de assalto.

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