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Fabio Dias/Gazeta do Povo

Fabio Dias/Gazeta do Povo / Carla Manfrinato registrou o pão como alimento funcional na Anvisa Carla Manfrinato registrou o pão como alimento funcional na Anvisa
Nutrição

Pesquisa leva o pão francês aos diabéticos

Fibra importada da Bélgica por pesquisadora de Maringá ajuda a controlar o nível de glicose do sangue e permite o consumo do alimento por quem tem a doença

Publicado em 18/06/2011 |
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Uma fibra importada da Bélgica – e cujo nome é mantido em sigilo – promete levar aos diabéticos o simples prazer de comer um pão francês. O produto normalmente é vetado para quem tem a doença por elevar demais o nível de açúcar no sangue e é substituído pelo pão integral, que tem mais fibras.

A nutricionista, professora universitária e pesquisadora de Maringá Carla Manfrinato pesquisou ingredientes que não tirassem as características do francês tradicional, mas o tornasse palatável aos diabéticos. Chegou a uma fibra especial importada (cujo nome não pode ser revelado, para que seja preservado o segredo de patente) que ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue e não altera o sabor do pão. Os outros ingredientes são idênticos aos do pão francês normal.

Comercialização

Mistura deve popularizar invenção

A pesquisadora Carla Manfrinato conseguiu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vender também a mistura pronta para padarias e supermercados de Maringá. Com a mistura, o pão francês especial para diabéticos poderá estar em todas as padarias que se interessarem pelo produto.

“Tenho a fórmula da mistura pronta e a autorização para vender, mas preciso comprar alguns equipamentos para a comercialização. Como são máquinas caras, ainda não sei quando vou começar a distribuir a mistura”, esclarece Carla. Com o tempo, a perspectiva da pesquisadora é fazer com que sua invenção possa ser consumida em diversas regiões.

Degustação

A estudante Nathália Wismiewski Siqueira, 18 anos, que descobriu que tinha diabete quando era criança, e aprovou a inovação da pesquisadora. “Me alimento com pão francês convencional só de vez em quando. Não posso comer diariamente porque ele altera minha glicemia e até passo mal. Esse novo pão é muito gostoso e estou consumindo diariamente. A nutricionista está de parabéns pela descoberta”, conta.

O veto do pão tradicional é imposto porque a falta de fibras faz com que os caboidratos sejam rapidamente absorvidos pelo organismo, transformando-se em glicose. “Não só o açúcar é perigoso. Alimentos processados, com menos fibras e mais carboidratos, como o pão e o arroz branco, e as gorduras, quando consumidas em excesso se tornam vilões da doença”, diz a epidemiologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Maria Inês Schmidt.

“Essa fibra auxilia no controle da glicose sanguínea e, por isso, pode ser consumida por diabéticos, sem problema algum. Foram sete meses procurando essa fibra, que é natural”, explica Carla.

O produto é bem parecido com o pão francês convencional. As diferenças estão na coloração, que é mais branca; e no miolo, que é mais duro do que o tradicional. O produto também pode ser consumido por quem não tem a doença. “Os benefícios para quem não tem diabete também são interessantes, como a perda de peso, com a ajuda das fibras”, explica.

A inovação deu tanto resultado que Carla Manfrinato resolveu abrir uma padaria de sociedade com os pais, em Maringá, para comercializar o pão e dar assistência nutricional aos clientes. “Estou feliz porque tudo tem dado certo em minha vida. Estamos comercializando, em média, trezentos pães por dia, e os diabéticos estão cada vez mais satisfeitos. Fico emocionada ao saber que minha descoberta trouxe tantos benefícios à sociedade”, conta a nutricionista.

Patente

Após dois anos de pesquisa, Carla Manfrinato enviou suas conclusões para um laboratório alimentício da Bélgica, que comprovou a eficácia dos resultados obtidos. A fabricação do produto foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em todo o Paraná.

A receita foi patenteada no fim do ano passado e o produto foi reconhecido como alimento funcional. “Minha ideia foi desenvolver um produto que ajude essas pessoas a ter uma vida mais saudável. Percebi que os diabéticos tinham vontade de consumir o pão francês, mas não podiam”, diz a pesquisadora.

O pão para diabéticos está à venda em Maringá há aproximadamente 30 dias, por um preço inferior ao do pão convencional. “O objetivo é que este pão sempre esteja acessível para todas as classes sociais. Faz apenas 30 dias que comecei a fabricar e vendo o pão a R$ 5,90, o quilo. O pão francês convencional é vendido, em média, por R$ 7”, acrescenta.

O presidente da Associação dos Diabéticos de Maringá (Adim), Vercilene Rossi, conta que várias pessoas da entidade conheceram e elogiaram o produto. “É uma descoberta muito importante para as pessoas que têm a diabete, porque, atualmente elas comem apenas o pão integral, que pode enjoar, com o tempo.”

Serviço:

O pão francês especial para diabéticos pode ser degustado e comprado por R$ 5,90, o quilo, em Maringá, na Manfrinato Alimentos Especiais, que fica na Avenida Paranaguá, na Zona 7.

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