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Celso Margraf

Celso Margraf / O atendimento no Hospital Regional de Ponta Grossa tem sido prejudicado por causa da falta de funcionários, mas aprovados em concurso ainda não foram chamados O atendimento no Hospital Regional de Ponta Grossa tem sido prejudicado por causa da falta de funcionários, mas aprovados em concurso ainda não foram chamados
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Crise afeta pacientes de hospitais regionais

Faltam equipamentos e pelo menos mil funcionários em sete das 11 unidades do estado. Usuários do Sistema Único de Saúde são os mais prejudicados

Publicado em 10/08/2011 |
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Sudoeste

Funcionários param atividades

Os funcionários do Hospital Regional de Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, paralisaram as atividades por aproximadamente quatro horas na manhã de ontem. Segundo Lucas Rodrigues, que integra a diretoria do SindSaúde, a paralisação foi motivada pela falta de funcionários e equipamentos. “Queremos melhores condições de trabalho. Não temos luvas cirúrgicas, faltam cerca de 40 enfermeiros e técnicos de enfermagem. Nem álcool 70 tem no laboratório”, afirma. Eles também pedem diminuição da carga horária de trabalho.

Segundo Rodrigues, a direção do hospital pretende privatizar o laboratório do órgão. “Mas nós temos servidores concursados. Não há motivo legal para privatizar o laboratório”, salienta o sindicalista.

O diretor do hospital, Badwan Jaber, diz que houve uma reunião com integrantes do sindicato. “Nós já estamos tomando medidas para atender as reivindicações deles. Parte do material solicitado já chegou. O número de funcionários é suficiente para atender todo o hospital, inclusive o de enfermeiros. Mas o Sindicato entende que não”, salienta. O hospital tem 600 servidores, sendo 36 enfermeiros.

Ponta Grossa

Promotor cobra explicação sobre poucos servidores

A promotoria de Saúde de Ponta Grossa foi a única do estado, até o momento, a protocolar ação civil pública para investigar os motivos que levam os candidatos aprovados em concurso público para serem lotados no Hospital Regional de Ponta Grossa até agora não terem sido convocados. “A gente não recebe nenhuma informação sobre isso. Cobramos e não adianta nada. Os cidadãos pontagrossenses e da região precisam do Hospital Regional. Pode ser gerada uma grave crise do sistema de emergências no município”, afirma o promotor Fuad Faraj, autor da ação.

O jovem Diego da Silva, que tem os músculos de quase todo corpo paralisados e enfrenta problemas respiratórios e digestivos, ficou internado de fevereiro a maio deste ano no hospital. “Depois que ele saiu, precisamos novamente interná-lo. Faz quase dois meses que não conseguíamos vaga no Hospital Regional”, reclama a mãe de Diego, Cleudinéia da Silva. Ele só voltou a ser internado devido à intervenção do Ministério Público. Segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde, a implantação do Hospital Regional de Ponta Grossa vem sendo feita por etapas.


Dos 11 hospitais regionais existentes no Paraná, pelo menos sete enfrentam uma crise generalizada. Falta de funcionários e problemas estruturais estão colocando em risco o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Estimativa do Sindicato dos Servidores da Saúde Pública do Paraná (SindSaúde) indica que seria necessário contratar cerca de mil servidores às unidades do estado. Além disso, falta de instrumentos, equipamentos e obras inacabadas travam o pleno funcionamento dos hospitais com características regionais em todo o estado.

Os moradores do litoral, dos Campos Gerais, do Noroeste, do Sudoeste e do Norte Pioneiro são os mais afetados. O Hospital Regional de Telêmaco Borba, que começaria a operar no ano passado, sequer foi concluído. Em Paranaguá, o Hospital do Litoral apresenta um déficit, segundo o SindSaúde, de 130 funcionários. “A obra tem um pouco mais de um ano e já apresenta problemas. As paredes estão ocupadas por mofo e tomadas por rachadura. O tomógrafo segue sem funcionar. A lavanderia tem uma metragem errada”, diz a diretora do sindicato Elaine Rodella. “As pessoas trabalham em condições subumanas, apertadas e sem ventilação. O laboratório é terceirizado e o refeitório, que deveria abrigar 600 funcionários, possui cinco mesas com quatro cadeiras.”

Reabilitação

O Centro Hospitalar de Rea­­bilitação do Paraná, construído com características de regional em Curitiba, pelo governo passado, em março de 2008, também está longe de suprir a demanda. “Esse centro deveria atender a toda população do estado. Era para ser um centro de referência. E não funciona por falta de funcionários”, enfatiza Elaine Rodella. A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde admite que o órgão “não funciona plenamente”.

Já os hospitais de Santo Antônio da Platina e Paranavaí também sofrem com dificuldades estruturais e poucos funcionários. “Os hospitais regionais foram construídos e inaugurados sem condições completas de funcionar”, critica a diretora do SindSaúde.

Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, foram feitas auditorias em todos os hospitais regionais e constatados diversos problemas. “Foram apontados e verificados muitos erros estruturais. A secretaria está tomando as medidas possíveis para poder contratar mais funcionários assim que os demais problemas físicos forem resolvidos”, afirma a assessoria.

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