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Arquivo/ Gazeta do Povo / Liceu de Ofícios, no Uberaba, funcionou até o último dia 9 de março e, desde então, o prédio está trancado, o mato cresceu e as vidraças foram destruídas Liceu de Ofícios, no Uberaba, funcionou até o último dia 9 de março e, desde então, o prédio está trancado, o mato cresceu e as vidraças foram destruídas
Urbanismo

Prédios públicos estão abandonados na capital

Edificações sem uso prejudicam o visual e a segurança da cidade

Publicado em 18/04/2012 |
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Situação atual

Saiba mais sobre alguns prédios públicos abandonados localizados pela reportagem:

Liceu de Ofícios do Uberaba

- O prédio situado na Rua Olindo Caetani, 467, foi construído na segunda metade da década de 90 como parte do Linhão do Emprego.

- No dia 9 de março deste ano o Liceu foi transferido para um barracão na Rua Augusto David de Moraes, 160 e funciona junto com o CRAS da região.

- Desde a inauguração do novo espaço a sede antiga foi devolvida para a Secretaria de Administração (Smad) e está desativada.

- Segundo a Smad, o prédio será usado como creche e no momento passa pela fase de planejamento pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e não tem data para ser inaugurado.

Unidade de Saúde da Santa Amélia

- Inaugurado em 1980, o prédio da Rua José Teixeira de Melo, número 60 não comportava mais as demandas da população da região.

- Em 28 de junho do ano passado passou a funcionar no imóvel recém-construído na Rua Berta Klemtz, 215.

- Foi devolvido para a Smad e desde então está fechado.

- O local, conforme informou a Smad, será incorporado à creche que funciona no terreno ao lado. O projeto de reforma do local para adaptação ao novo espaço também está no Ippuc e não tem prazo para ser inaugurado.

Usina de Reciclagem Total de Embalagens Laminadas

- Em outubro de 2002 foi inaugurada na Rua Américo Firmino de Toledo, no Uberaba, em uma parceria entre a prefeitura de Curitiba, o Tecpar e a Fundação Banco do Brasil.

- Foi a primeira usina do mundo com a tecnologia de “neociclagem”, um processo químico que garante a separação dos diferentes componentes de embalagens laminadas.

- Segundo nota do Tecpar, seu compromisso era com o desenvolvimento do processo e a prefeitura de Curitiba ficou responsável pela disseminação do processo. Nenhum dos órgãos soube dizer quando deixou de funcionar.

- Conforme informou a prefeitura, o barracão onde funcionava a usina está na lista de imóveis disponíveis para novos projetos que serão contemplados no planejamento de revitalização da região.

- Construção sob o Viaduto do Capanema

- Foi construído no começo da década de 90 e serviu como primeiro restaurante popular de Curitiba, mas devido ao tráfego intenso da região foi transferido para a Rua da Cidadania Matriz, na Praça Rui Barbosa.

- Ficou fechado desde então, exceto quando serviu para realizar ações pontuais da Urbanização de Curitiba (URBS).

- Um dos espaços é fechado por uma estrutura de vidro e ferro e armazena documentos e outros materiais.

- Na outra cabeceira do viaduto há uma construção depredada que serve como esconderijo e ponto de uso de drogas.

Esquecidas

Conhece alguma obra pública abandonada na sua cidade? Mande uma foto para a gente e dê sua opinião

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As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Eles foram criados com o propósito de promover o desenvolvimento da cidade, mas por falta de planejamento ou mudança de governo acabaram se tornando prédios abandonados. Entre os equipamentos públicos pertencentes à prefeitura de Curitiba, imóveis que serviram como unidades de saúde, liceus de ofício e até o primeiro restaurante popular da cidade estão hoje trancados, degradando o espaço urbano.

E os transtornos que a inutilização dessas edificações causam à sociedade vão além da poluição visual. “Além do desperdício de se ter um prédio público abandonado, o impacto no entorno pode atingir várias quadras”, diz Luís Henrique Fragomeni, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Além da desvalorização financeira da área em que estão situados, essas estruturas favorecem a violência urbana. “Quando a comunidade enxerga um uso para o espaço ele dificilmente é invadido”, fala Fragomeni. Para o professor, a responsabilidade do poder público é maior que a do setor privado. “Além da eficiência de gestão, que deve existir nos dois setores, à administração pública é necessário também a preocupação social em suas ações” explica.

Exemplos

Transitando por diversos bairros da capital a reportagem identificou pelo menos quatro imóveis que estão com as portas fechadas e cadeados nos portões. É o caso da construção ocupada pela sede da Usina de Reciclagem Total de Embalagens Laminadas, um projeto iniciado em 2002 que abrigava um processo químico inédito de separação dos componentes de embalagens laminadas. Da estrutura apresentada na inauguração só restam o barracão e uma placa com o nome dos parceiros.

Também no Uberaba está o espaço ocupado pelo antigo Liceu de Ofícios até o dia 9 de março deste ano, quando foi transferido para outro endereço. Desde então o prédio está trancado, o mato cresceu e as vidraças foram destruídas.

Em outro ponto da cidade, no bairro da Fazendinha, está o prédio que durante 31 anos funcionou como unidade de saúde da Santa Amélia e que está fechado há dez meses, desde que foi inaugurada a nova sede.

Entretanto, é na região central da capital que está o espaço mais emblemático. Construído para ser o primeiro restaurante popular de Curitiba, o local é hoje um ponto de abrigo de moradores de rua e usuários de drogas. Em uma das cabeceiras está um espaço que armazena arquivos e outros materiais, em outra uma construção depredada que serve como área para consumo de drogas.

Linhão do emprego

Em diversas localidades de Curitiba é possível encontrar barracões empresariais, vilas de ofícios, condomínios industriais e outros equipamentos construídos na década de 1990 dentro da iniciativa do Linhão do Emprego. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o programa tinha um “propósito nobre”, mas que não funcionou devido ao desencontro do perfil do público atingido com as exigências propostas e à diferença de prioridade entre as gestões municipais. Assim, os barracões e condomínios acabaram sendo utilizados para outras ações da própria prefeitura.

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