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Pedágio entre Curitiba e São Paulo será de R$ 1,36

09/10/2007 | 15:15 | atualizado em 09/10/2007 às 17:37
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O valor do pedágio entre Curitiba e São Paulo será de R$ 1,36. A empresa espanhola OHL ofereceu a menor cobrança e arrematou o primeiro lote da concessão de estradas federais, segundo informações da Agência Estado. Esse lote é para a rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que liga São Paulo a Curitiba. O preço máximo que poderia ser cobrado neste trecho de rodovia era de R$ 2,68, valor definido pelo edital da ANTT. Com isso, houve um deságio de 49,20%. Ou seja, a metade do preço. A OHL também ganhou os outros três primeiros lotes leiloados.

O primeiro trecho vencido pela OHL compreende 401,60 quilômetros e 6 praças de pedágio, entre Curitiba e São Paulo. O investimento deve ser de R$ 4,3 bilhões na estrada. De acordo com o edital da ANTT, a OHL só perde a concessão se for encontrada alguma irregularidade na documentação.

Segundo lote

A OHL também venceu o leilão do segundo lote de estradas, da rodovia Fernão Dias (BR-381), entre Belo Horizonte e São Paulo, que compreende 562,1 quilômetros. A empresa OHL ofereceu R$ 0,99 pela cobrança do pedágio e ganhou o leilão. O preço máximo estipulado pela ANTT era de R$ 2,84. A diferença chegou a 65% a menos. Estão previstas 8 praças de pedágio na Fernão Dias e os investimentos devem chegar a R$ 4,6 bilhões.

Terceiro lote

A empresa espanhola OHL é a sensação do leilão até agora. Segundo informações da Agência Estado, a empresa também ganhou a concessão do lote das BRs 116, 376 e 101, que fazem a ligação entre Curitiba e Florianópolis, em Santa Catarina.

O trecho entre Curitiba e Florianópolis terá 5 praças de pedágio e o valor cobrado será de R$ 1,02 por praça. O valor que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estipulou para o pedágio era de R$ 2,75. Com isso, a OHL vai cobrar menos da metade do valor sugerido pelo governo federal. Os investimentos devem ser de R$ 3,5 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão.

Copel fora

Esse lote era pretendido pelo governo do Paraná, que disputava por meio da Copel, mas foi vencido pela empresa OHL, que já controla quatro concessões de rodovias no Estado de São Paulo.

Quarto lote

Como aconteceu com os três primeiros leilões, a empresa espanhola OHL arrematou o quarto lote de estradas. A empresa ofereceu o menor valor para o pedágio na BR-101, no trecho entre a divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro e a ponte Rio-Niterói.

A OHL ofereceu valor de cobrança de R$ 2,25 por praça de pedágio. O edital da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) previa um teto de cobrança de R$ 3,82. No total, serão 5 praças de pedágio na BR-101, numa extensão de 320,1 quilômetros. A previsão é que sejam necessários R$ 2,5 bilhões na estrada durante os 25 anos de concessão.

Liminar

O leilão da Bovespa ficou suspenso por cerca de 15 minutos. Uma liminar concedida pela justiça interrompeu o leilão. Uma empresa que teria sido desqualificada na primeira etapa conseguiu um mandado de segurança. No entanto, o governo conseguiu derrubar a liminar os lotes voltaram a ser leiloados.

Quinto lote

A BRVias ganhou a concessão para o quinto lote de estradas federais, que compreende o trecho paulista da rodovia Transbasiliana (BR-153). A empresa ofereceu a tarifa de R$ 2,45 por praça de pedágio e como foi o menor valor apresentado, ganhou a concessão. O teto da cobrança, estipulado pelo governo federal, era de R$ 4,08 para o trecho.

Dessa forma, houve um deságio de 40%.
A rodovia tem 321,6 quilômetros e vai da divisa de Minas Gerais e São Paulo até a divisa de São Paulo com Paraná. Ao todo serão 4 praças de pedágio no trecho e será exigido R$ 1,7 bilhão de investimentos nos 25 anos de concessão.

Sexto lote

A empresa espanhola OHL, que venceu os quatro primeiros lotes, também ganhou a concessão do lote seis. O trecho compreende a BR-116 Sul, entre Curitiba e a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. A empresa ofereceu a cobrança de pedágio a R$ 2,54 para as 5 praças de pedágio previstas para o trecho no edital da ANTT.

O teto estipulado pelo governo federal era de R$ 4,18. Houve um deságio de 39,35% no preço sugerido em edital. A OHL deve fazer um investimento de R$ 1,8 bilhão na rodovia, durante os 20 anos de concessão.

Sétimo lote

O último lote foi vencido pela empresa Acciona. O trecho de concessão é da BR-393, da divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro até a via Dutra. A rodovia tem 200,4 quilômetros e terá 3 praças de pedágio. O valor cobrado será de R$ 2,94 por praça. O teto da tarifa, estipulado pelo governo federal, era de R$ 4,03.

Paraná fora

Com o fim do leilão, nenhuma empresa paranaense que participou dos lances ganhou concessões. A empresa espanhola OHL foi o destaque. Dos sete lotes em leilão, a empresa levou cinco. Destes, todos os três de rodovias federais que passam pelo Paraná. As empresas do estado que participaram do leilão na Bovespa foram a Copel, a Ecorodovias, controlada pelo grupo CR.Almeida, e o grupo J.Malucelli.

Nenhuma conseguiu apresentar os menores valores cobrados pelo pedágio e ficaram sem as concessões. Pelo edital da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vencia quem apresentasse a menor tarifa de pedágio.

Estradas

Ao todo foram sete lotes de estradas, num total de 2,6 mil quilômetros, leiloados na Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa, nesta terça-feira (9), pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Paraná

Dos sete lotes, três têm estradas que passam pelo Paraná. As rodovias paranaenses incluídas no programa de concessões, que serão leiloadas nesta terça-feira (9) são: BR-116 (entre Curitiba - São Paulo) com 401,60 quilômetros e 6 praças de pedágio; BR-116 (de Curitiba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) com 5 praças em 412,70 quilômetros; e os 382,3 quilômetros da BR-376 (de Curitiba a Florianópolis) que devem ter outras 5 praças. Todos esses trechos foram vencidos pela empresa OHL.

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