Terça-feira, 09/02/2010
Na manhã dessa quarta-feira três servidores do Incra e pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estavam na comunidade fazendo a produção do relatório e então foram impedidos de deixar o local
30/09/2009 | 15:38 | Fernanda LeitólesTrês funcionários da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Paraná foram feitos reféns, desde a manhã desta quarta-feira (30) até as 15 horas, por cerca de 150 agricultores em Guaíra, no Oeste do Paraná.
O Incra trabalha na elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) que reconhecerá a comunidade Manoel Ciriaco dos Santos como quilombola (descendentes de escravos) e dirá qual será a área que passará a pertencer às seis famílias quilombolas. As polícias Militar e Federal foram chamadas e intermediaram as negociações com os agricultores.
Na manhã dessa quarta-feira, três servidores do Incra e pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estavam na comunidade fazendo a produção do relatório. E então os funcionários do Incra foram impedidos de deixar o local.
Um servidora foi liberada pelos agricultores por volta das 11 horas e os outros dois por volta das 15 horas. Para que os outros dois funcionários fossem liberados, os agricultores exigiram a presença da imprensa televisiva. O órgão informou que os servidores não foram agredidos, mas houve intimidação psicológica.
De acordo com o Incra, a comunidade Manoel Ciriaco dos Santos já recebeu a certificação da comunidade quilombola da Fundação Palmares e agora está em andamento no Incra o processo de reconhecimento de propriedade das terras aos descendentes de escravos. O órgão fará a demarcação das terras e estudará quais propriedades rurais terão que ser dasapropriadas.
O Incra informou ainda que na semana passada já havia ocorrido hostilidades entre o Incra e os agricultores. Isso porque estavam programadas reuniões reservadas com as partes envolvidas na questão: agricultores, quilombolas e poder público de Guaíra. No entanto, os agricultores forçaram a participação em todas as reuniões.
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