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Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro / Quadrilha atraía empresários através da oferta de produtos supostamente apreendidos pela Receita Federal Quadrilha atraía empresários através da oferta de produtos supostamente apreendidos pela Receita Federal
Golpe

Integrantes de quadrilha acusada de sequestrar empresários são presos em Curitiba e Joinville

Eles diziam ser fiscais da Receita Federal e ofereciam produtos supostamente apreendidos com preços abaixo do mercado. Vítimas já foram confirmadas em cinco estados

01/10/2009 | 19:40 | atualizado em 01/10/2009 às 20:31
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Sete pessoas que integravam uma quadrilha acusada de sequestrar empresários em vários estados brasileiros foram presas na manhã desta quinta-feira (1) em Curitiba e Joinville (SC). Os suspeitos começaram a ser investigados no mês de maio, quando um empresário de Roraima relatou à polícia daquele estado que havia sido sequestrado e sofrido um golpe na capital paranaense.

O Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especiais) comandou as investigações e as prisões. Duas pessoas foram detidas em Joinville e cinco em Curitiba, entre elas uma mulher. A operação foi realizada nos bairros Boqueirão, Alto Boqueirão, Centro e Bairro Alto. Junto com os suspeitos, foram apreendidos dois revólveres calibre 38, duas pistolas calibre 380, diversos cartões de crédito e aparelhos eletrônicos.

Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro / Vários objetos foram apreendidos junto com a quadrilha Ampliar imagem

Vários objetos foram apreendidos junto com a quadrilha

Confira os nomes dos acusados de integrar a quadrilha:

Presos em Curitiba:

- Pedro Silva dos Santos, 52 anos
- José Mário Duarte, 52 anos
- José Osvaldir da Luz, 51 anos
- Odilom do Prado, 62 anos
- Maura Lucia Pires, 37 anos

Presos em Joinvile (SC):

- Antônio Pedro Antunes, 52 anos
- Carlos Eduardo Antunes, 27 anos

Além de confirmar a vítima no Norte do país, já foram identificados empresários sequestrados pela quadrilha em Minas Gerais, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.

Modo de ação

Todos os crimes seguiam um modelo padrão de funcionamento. Os acusados consultavam os classificados de vários jornais brasileiros para descobrir o interesse de empresários em determinados produtos. Depois que a vítima era escolhida, um integrante da quadrilha entrava em contato, se apresentava como um fiscal da Receita Federal e oferecia - com um preço muito abaixo do mercado - contêineres com materiais supostamente apreendidos.

Os empresários que se interessavam pela oferta vinham até Curitiba checar as mercadorias e eram recebidos no Aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana. Durante o trajeto até o local em que os produtos estariam, o carro com o empresário era abordado por supostos veículos da polícia. Os membros da quadrilha diziam ser oficiais e simulavam uma prisão. Logo depois, a pessoa era informada que estava sendo sequestrada. Para que ela fosse libertada, os golpistas exigiam que a vítima ligasse para a empresa, confirmasse a negociação e pedisse um depósito em uma conta bancária da quadrilha. Depois que o dinheiro era recebido, o empresário era solto. Segundo a polícia, três cidades próximas de portos já serviram como locais para a consolidação de sequestros: Curitiba, Itajaí (SC), Santos (SP) e Porto Alegre (RS).

“Em razão das ameaças e também por acharem que realmente os homens eram policiais, muitas pessoas não davam queixa do crime”, explica o delegado chefe do Tigre, Riad Farhat. Além disso, muitas vítimas também não denunciavam o grupo porque a negociação das mercadorias era irregular, já que nenhum dos produtos possuía nota fiscal.

Histórico e futuros golpes

O Tigre não soube especificar há quanto tempo o grupo atuava e nem quantos sequestros já realizou. O levantamento realizado durante o período de investigação (pouco mais de quatro meses), confirmou três casos em que a quadrilha teria ganho cerca de R$ 300 mil. O último aconteceu há apenas dois dias com um empresário que buscava comprar uma carga de pneus. O delegado ainda afirmou que um sequestro estava programado para esta quinta-feira (1) e outro para a próxima semana.

A quadrilha também é suspeita de matar, em 2007, dois policiais que acompanhavam um empresário carioca que foi buscar produtos oferecidos em Santos, no litoral paulista. Além disso, uma vítima de Goiânia atraída para São Paulo está desaparecida há um ano e meio.

Os acusados já possuem diversas passagens na polícia por roubo e estelionato. Todos serão levados para o Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana, e serão indiciados por extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo.


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