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Curitiba terá sua ponte estaiada até 2014

Publicado em 03/12/2011 |
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Curitiba vai implantar um viaduto estaiado na Avenida das Torres, na esquina com a Avenida Cel Francisco H. dos Santos. Prevista na revitalização do corredor Aeroporto–Rodoferroviária, o projeto objetiva solucionar um nó do trânsito da região. Além disso, por ter um padrão estético próprio, a ideia é tornar o local uma referência urbanística da cidade, a exemplo do que aconteceu com a ponte estaiada de São Paulo, construída sobre o Rio Tietê.

A prefeitura de Curitiba já elaborou o projeto básico de engenharia, entretanto, não há definição sobre o valor da obra. “Vamos iniciar o projeto básico, mas o valor já está previsto nos recursos do PAC da Copa destinado ao corredor Aeroporto-Rodoferroviária”, explica Cléver Almeida, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). A obra será transversal à Avenida das Torres, com duas faixas para veículos por sentido e calçadas compartilhadas para pedestres e ciclistas.

De acordo com Almeida, a administração pública optou pela ponte por manter a Avenida das Torres apta a receber sistema de transporte público no futuro. “Como pretendemos eliminar as torres, o espaço poderia ser utilizado como um projeto de alta capacidade de transporte e para o alargamento das vias existentes”, afirma. Outro benefício da opção pela ponte pênsil é o fato de não serem necessários pilares para a sustentação da estrutura.

Boa ideia

Na opinião do coordenador-adjunto de Engenharia Civil da PUCPR, Ricardo Bertin, a construção da ponte não obriga a prefeitura a realizar outras obras no caso da construção de um meio de locomoção, como canaletas de ônibus ou transporte subterrâneo; e não interrompe o tráfego da Avenida das Torres enquanto a obra estiver sendo executada. Segundo Almeida, o principal impeditivo da escolha de trincheira foi a topografia da região.

“A ponte permite que o tráfego continue fluindo durante a execução. Há a necessidade de fazer escoramentos em determinados momentos, mas o tráfego é livre”, diz. O plano de ataque ainda não está definido, porém não deve haver bloqueio na Avenida das Torres, principal conexão da capital com São José dos Pinhais, onde está o aeroporto Afonso Pena.

Identificação

O professor de Planejamento Ur­­bano da Universidade Posi­tivo, Rivail Vanin de Andrade vê a criação de referenciais urbanos como algo importante para uma cidade, mas ele não considera o viaduto o marco mais adequado para Curitiba. “Não vai ser curitibano, porque quando se fala em viaduto ou ponte estaiada, vai se pensar em São Paulo”, diz, apontando que a não ligação com a cidade pode torná-la um marco às avessas. “Quando algo é criado sem identificação, corre-se o risco de não se tornar um referencial urbanístico ou se tornar algo negativo”, diz.

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