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Curitiba

Amigos de estudante que teria sido agredido organizam ato por meio do Facebook

Ato pacífico está marcado para ocorrer na noite desta quarta-feira (16), às 21 horas, na esquina da Avenida Vicente Machado com a Rua Coronel Dulcídio, no Centro da capital (nas proximidades do bar)

14/05/2012 | 13:19 |
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Amigos do estudante Guilherme Carvalho Koerich, de 18 anos, que teria sido agredido por seguranças do James Bar, em Curitiba, organizam uma manifestação contra a violência por meio das mídias sociais. O ato pacífico está marcado para ocorrer na noite desta quarta-feira (16), às 21 horas, na esquina da Avenida Vicente Machado com a Rua Coronel Dulcídio, no Centro da capital (nas proximidades do bar).

Guilherme Carvalho Koerich passou por uma cirurgia no domingo (13) para amputar a perna esquerda por consequência da grave lesão que teve no membro inferior. De acordo com o advogado da família, Edison Rangel Júnior, a junta médica da Clínica de Fraturas Novo Mundo, onde ele está internado, decidiu pelo procedimento para salvar a vida do rapaz. Se não fosse feito, ele poderia ter infecção generalizada.

De acordo com informações da página do ato no Facebook, 15,1 mil pessoas foram convidadas para a manifestação e 900 confirmaram presença até as 13 horas de segunda-feira (14). Os organizadores afirmaram que não se trata de uma manifestação contra um estabelecimento específico, mas sim um ato contra a violência.

Carla Carvalho, tia de Guilherme, afirmou que ficou sabendo da manifestação por meio do Facebook. Segundo ela, um grupo de amigos do rapaz é responsável pela organização do ato e a manifestação ganhou uma proporção maior do que a imaginada. “Novecentas pessoas já disseram que irão comparecer. Se 200 forem, já poderemos ter algum problema”, comentou a tia do rapaz.

Ela afirmou que estava preocupada com a estrutura do evento e que iria tentar conseguir o apoio logístico das autoridades para a manifestação. “Não estava sabendo de nada. À tarde (desta segunda) vou tentar falar com alguma autoridade para saber o que temos de fazer para organizar o ato”, afirmou Carla.

Entenda o caso

A comissão de direitos humanos da subseção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) recebeu, nesta terça-feira (8), uma denúncia sobre um suposto caso de agressão na casa noturna James Bar, localizada no Centro de Curitiba. Um jovem de 18 anos afirma ter sido espancado por seguranças do bar, na madrugada de sábado (5) para domingo (6). O rapaz está hospitalizado. Os proprietários do estabelecimento negam que as agressões tenham ocorrido.

O caso foi apresentado à comissão da OAB-PR por familiares do garoto. Uma tia do rapaz também apresentou denúncia à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrabar-PR). Segundo ela, o jovem teria procurado a gerência da casa porque não tinha dinheiro suficiente para pagar a conta (R$ 60). Pouco depois, o rapaz teria se assustado ao ver uma aglomeração de seguranças e tentado sair do bar sem pagar a comanda.

Imagens gravadas por câmeras de segurança e clientes que estavam na fila do James Bar, no Centro de Curitiba, vão ajudar a polícia a descobrir se o jovem de 18 anos foi espancado por seguranças da casa no último fim de semana. O pai do rapaz registrou boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial (DP), alegando que o filho foi agredido.
Carvalho nega que as imagens apresentadas pelo bar à polícia tenham sido editadas. “Não é mostrada a agressão simplesmente porque ela não ocorreu. Entregamos à polícia toda e qualquer imagem onde ele apareça”.

O advogado do James Bar, Edward Carvalho, não sabia da cirurgia para amputação da perna até o contato da reportagem, e lamentou o ocorrido. Carvalho, porém, diz que o jovem é o responsável pelo que houve. “Ele não pagou a comanda, cometeu um crime, saiu correndo, e o segurança cumpriu sua obrigação, ou seja, tentou impedi-lo, indo atrás. Os dois caíram e, infelizmente, ele sofreu esse acidente”, disse.

Sobre a reclamação da família de que o bar não ofereceu ajuda nem prestou solidariedade, o advogado afirma que isso será feito posteriormente, através de “canais apropriados”, ou seja, por meio dos advogados.

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